As mulheres que abriram caminhos, vestiram a camisa do Brasil e transformaram o futebol feminino voltam ao campo para um encontro inesquecível. Traga sua família, reúna os amigos e venha ocupar as arquibancadas para aplaudir nossas lendas.
Data e horárioLocalEstádio Municipal Hermínio Esposito Embu das Artes • SPEntrada solidária1 kg de alimento não perecívelEvento beneficente em apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.
Eu quero estar lá →Entrada beneficente • compareça, compartilhe e ajude a transformar memória em solidariedade.
Presenças anunciadas • 21 convocadas
Elas estão convocadas. Agora falta você.
Uma reunião de gerações, talentos e histórias que ajudaram a construir o futebol feminino brasileiro. Venha ver de perto quem fez e continua fazendo história.
Embu das Artes, vamos lotar o estádio!Domingo de memória, emoção, futebol e solidariedade. Sua presença também faz parte desta história.Compartilhe este convite →
Memória • Resistência • Mercado • Futuro
Elas jogaram quando o Brasil mandava parar.
Agora, às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027, o país precisa conhecer quem sustentou essa história — e transformar reconhecimento em oportunidade permanente.
Rumo a 2027O futuro começa reconhecendo quem veio antes.
INDOMÁVEIS
Este não é um site sobre nostalgia.
É um território de memória viva, valor econômico e transformação social.
Histórias preservadasAtletas reconhecidasMarcas com propósitoMeninas inspiradas
Uma história que tentaram apagar
Da proibição ao palco global
O futebol de mulheres no Brasil atravessou décadas de restrição, improviso e invisibilidade. Cada conquista tem raízes em quem permaneceu em campo.
011941
O futebol é silenciado
O Decreto-Lei 3.199 restringe às mulheres esportes considerados incompatíveis com sua ‘natureza’.
021979
A proibição cai
Após 38 anos, a restrição é revogada. A regulamentação da modalidade viria em 1983.
031988
Nasce a Seleção
Na China, o Brasil conquista o bronze no torneio experimental da FIFA — cinco jogos, coragem e pioneirismo.
041991
Primeira Copa oficial
Na China, Elane marca o primeiro gol brasileiro em Copas, na vitória por 1 a 0 sobre o Japão.
051999
Bronze e afirmação
Sissi, Pretinha, Kátia Cilene, Formiga e companhia levam o Brasil ao 3º lugar nos Estados Unidos.
062007
A campanha inesquecível
Vice-campeã mundial, a Seleção encanta o planeta com Marta, Formiga, Cristiane e uma geração histórica.
072027
O mundo vem ao Brasil
A primeira Copa do Mundo Feminina na América do Sul transforma memória em palco, mercado e legado.
Cronologia baseada no Almanaque das Guerreiras da Seleção Feminina, de Antonio Carlos Napoleão, na cronologia documental fornecida ao projeto e em fontes oficiais.
1988 • China
O bronze que anunciou uma Seleção
Sem amistosos preparatórios e com estrutura mínima, as brasileiras venceram a Noruega, fizeram 9 a 0 na Tailândia e conquistaram o 3º lugar nos pênaltis contra a China. Lica, Marisa, Elane, Fanta, Lúcia, Pelezinha, Sissi, Marcinha, Michael Jackson, Cebola, Roseli e tantas outras abriram a primeira grande página internacional.
5 jogos14 gols3º lugar
Reencontro no Bonsucesso • 40 anos de história
Radar: a incubadora de uma Seleção
Quarenta anos depois do primeiro Campeonato Carioca de futebol feminino, pioneiras voltaram a se reunir na Rua Teixeira de Castro, no Bonsucesso. Entre revistas, fotografias, lembranças e uma nova partida, reconstruíram a trajetória do time que ajudou a fundar as bases da modalidade no Rio de Janeiro e no Brasil.
1983–87Ciclo de títulos e hegemonia no Rio de Janeiro3Ambientes dominados: salão, praia e campo1988Atletas do Radar formam a base da primeira Seleção1991A geração chega à primeira Copa do Mundo oficial
O que ameaça essa memória
01
Invisibilidade institucional
O reconhecimento formal das pioneiras ainda não corresponde ao papel que elas exerceram na fundação e na consolidação da modalidade.
02
Escassez de recursos
Sem patrocínio e apoio contínuo, encontros, acervos e iniciativas de preservação dependem quase sempre do esforço pessoal das próprias atletas.
03
Risco de esquecimento
Histórias das primeiras jogadoras podem desaparecer antes de serem incorporadas de forma permanente à narrativa oficial do futebol brasileiro.
Do reconhecimento à ação
Preservar também é construir futuro
Mapear as pioneirasReunir atletas de Radar, Bangu, Vasco, Bonsucesso, Madureira, Canto do Rio e outras equipes para documentar a árvore genealógica do futebol feminino no Rio de Janeiro.
Registrar títulos e testemunhosOrganizar fotografias, revistas, documentos e relatos que ligam os campeonatos dos anos 1980 ao torneio de 1988 e à Copa do Mundo de 1991.
Levar experiência à gestãoIntegrar veteranas em comissões técnicas, projetos de memória e programas de mentoria. Quem construiu o jogo também deve participar das decisões sobre seu futuro.
Memória tática
Elas já jogavam o futebol do futuro
As pioneiras recordam uma equipe extremamente entrosada, capaz de executar linha de impedimento e trocar posições com naturalidade. Cada atleta sabia onde a companheira estaria e quando avançar, recuar ou atacar a bola. Essa leitura coletiva nasceu da prática intensa: campo pela manhã, praia à tarde e salão sempre que possível.
Um time formado por muitos times
A raiz do futebol carioca
O Radar reuniu talentos vindos de diferentes bairros e clubes. Bangu foi o grande rival, mas também parte essencial dessa história. Bonsucesso, Madureira, Vasco, Canto do Rio e outras equipes ajudaram a formar uma geração que depois representaria o Brasil.
Vitória inesquecível
O título de Uberlândia
Entre as lembranças está a decisão de 1985, vencida por 2 a 1 após a Portuguesa abrir o placar. O gol decisivo nasceu de uma jogada construída, passe para trás e finalização no lado oposto ao movimento da goleira — memória ainda narrada com emoção quatro décadas depois.
“Antes de existir uma Seleção Brasileira como existe hoje, nós já estávamos nessa luta. Os primeiros soldados não podem cair no esquecimento.”Depoimento de pioneira durante o reencontro no Bonsucesso
Conteúdo elaborado a partir do relatório técnico e dos depoimentos registrados na celebração dos 40 anos do primeiro Campeonato Carioca de futebol feminino. Alguns nomes e resultados mencionados oralmente ainda dependem de conferência documental antes de integrarem o acervo biográfico.
Quando o futebol feminino brasileiro ainda lutava para simplesmente sobreviver, Romeu Carvalho de Castro escolheu trabalhar para que as mulheres tivessem equipe, calendário, competição e Seleção. Sua trajetória atravessa o nascimento da modalidade regulamentada, a geração do Radar, a força do Saad e a construção das estruturas nacionais e sul-americanas.
“O coração está feliz por ver ações que resgatam a história das pioneiras.”Romeu de Castro, em entrevista à Federação Paulista de Futebol, 2026
Reportagem especial • Federação Paulista de Futebol
“Coração feliz”: um sonho de quatro décadas
Na entrevista publicada por Letícia Denadai em 24 de julho de 2026, Romeu relembra que o trabalho começou quando o futebol praticado por mulheres acabava de recuperar sua legalidade. Naquele momento, antes de pensar em grandes eventos, a prioridade era garantir a sobrevivência de cada grupo e impedir que novas portas fossem fechadas.
Aos 15Diretor do futebol feminino do Guarani ainda adolescente1987Já acumulava cinco anos de organização quando nasceu o estadual paulista1988A primeira Seleção trouxe esperança de aceitação e respeito2027O Brasil recebe o evento que ele imaginava havia quatro décadas
Um registro para ouvir a trajetória, as lembranças e a visão de quem acompanha o futebol feminino brasileiro desde o início da década de 1980. A história oral completa os documentos e devolve voz a quem participou diretamente da construção da modalidade.
Ao longo da carreira, Romeu também recebeu homenagens institucionais e participou da criação de símbolos que preservam a memória do futebol brasileiro. As informações de autoria abaixo integram o material de divulgação fornecido por ele.
1990
Placa da Federação Italiana
Reconhecimento recebido da Federação Italiana de Futebol durante um período em que a modalidade brasileira ampliava suas relações e experiências internacionais.
Honraria nacional
Medalha de Honra da Presidência da República
Distinção que reconhece uma trajetória dedicada à organização, à defesa e ao desenvolvimento do futebol feminino brasileiro.
CBF • 100 anos
Medalha comemorativa
Romeu declara ter criado e desenvolvido o leiaute da medalha alusiva ao centenário da Confederação Brasileira de Futebol.
Correios • CBF
Selo postal do centenário
Também segundo seu material de carreira, Romeu desenvolveu e criou o selo dos Correios comemorativo dos 100 anos da CBF, unindo futebol, design e memória institucional.
Uma carreira construída não apenas na gestão das equipes e competições, mas também na criação de símbolos capazes de registrar a história.Informações fornecidas por Romeu Carvalho de Castro
15 anos
O começo no Guarani
Acompanhando a tia Mara nos treinos de futsal, percebeu que quase ninguém queria ajudar a equipe. Procurou os organizadores, conseguiu inscrever o Guarani e, ainda adolescente, assumiu a direção do futebol feminino do clube.
1985 em diante
Saad e profissionalização
Com Mara Villas Bôas, levou o projeto ao Saad. O clube se tornou referência nacional, formou centenas de atletas, abriu caminhos para talentos de diferentes estados e dominou competições sobretudo nas décadas de 1980 e 1990.
1988–1996
Radar, Saad e Seleção
Viveu de perto a era em que o Radar formou a base da primeira Seleção e participou da organização de torneios e das Copas de 1991 e 1995. Na preparação para Atlanta 1996, conduziu um projeto com amistosos e período de treinamento nos Estados Unidos.
Gestão pública
Competições e políticas
Atuou na estruturação de torneios, no Ministério do Esporte, em federação estadual e como supervisor das competições femininas da CBF, defendendo calendário nacional, divisões de acesso e competições de base.
Atuação atual
CONMEBOL e FIFA
Segue ligado ao futebol como gestor e organizador: é oficial de partidas da CONMEBOL, comissário de partidas da FIFA e sócio da Praxis Sports. Sua experiência conecta a memória das pioneiras aos padrões atuais de grandes competições.
Romeu não foi dirigente do Radar: sua história começou no Guarani e se consolidou no Saad. Mas seu trabalho pertence à mesma geração de resistência. Radar, Saad e outras equipes mantiveram o futebol feminino vivo, abasteceram a Seleção e provaram que existia talento mesmo quando faltavam apoio, visibilidade e mercado.
Décadas depois, ele vê a Copa de 2027 no Brasil como a realização de um sonho coletivo iniciado por atletas e dirigentes que acreditaram antes de quase todos.
O clube que transformou oportunidade em permanência
Saad: potência, formação e abrigo para gerações
Quando o Guarani encerrou sua equipe feminina, Romeu de Castro e Mara Villas Bôas procuraram o presidente Felício José Saad. O clube abriu as portas e criou, em 1985, uma subsede em Campinas. Nascia um dos projetos mais importantes do futebol feminino brasileiro.
700+jogadoras passaram pelo projeto, segundo o próprio clube1994–96período em que o Saad venceu todas as partidas oficiais disputadas2007campeão da Copa do Brasil Feminina, em parceria com o MS/Saad
O Saad recrutou atletas em todo o país, ofereceu formação, experiência internacional e uma rota real até a Seleção. Nomes como Sissi, Kátia Cilene, Adriana Bebeto, Formiga, Maravilha, Márcia Taffarel e Debinha fazem parte de diferentes momentos dessa história. Mais do que troféus, o clube criou continuidade quando a modalidade vivia de interrupções.
A incoerência da reserva de mercado: reduzir estrangeiros enfraquece o Brasileirão
Romeu Carvalho de CastroJornalista e Executivo de Futebol
A decisão da CBF de reduzir gradativamente de 9 para 5 o número de estrangeiros relacionados por partida até 2030 é incoerente com o momento do futebol brasileiro e vai na contramão do mundo.
O argumento de “proteger o jovem brasileiro” é nobre, mas o remédio está errado.
Hoje, vivemos o recorde de internacionalização do nosso campeonato. Em 2026, são 172 estrangeiros em atividade. Cada um desses atletas traz consigo um novo mercado. Quando um Arrascaeta joga, o Uruguai assiste.
Quando um Gómez joga, o Paraguai assiste. Quando temos colombianos, equatorianos, argentinos, paraguaios e venezuelanos em campo, multiplicamos o interesse internacional no Brasileirão. Isso amplia audiência, amplia direitos de transmissão, amplia valor comercial e, consequentemente, amplia o valor técnico da nossa liga.
Reduzir estrangeiros é reduzir a vitrine internacional do produto Brasileirão justamente quando o mundo começa a olhar para cá.
A reserva de mercado terá um efeito colateral imediato e previsível: inflação do atleta nacional mediano. Ao fechar o mercado, os clubes serão obrigados a disputar os mesmos jogadores brasileiros, sem que haja qualidade equivalente disponível.
Vamos pagar mais caro por menos qualidade. O resultado não será mais jovens em campo, mas um campeonato mais caro, mais velho e menos competitivo. Os dados da própria CBF já mostram que a idade média subiu para 28,5 anos – mas isso não é culpa do estrangeiro qualificado, e sim da má gestão de elenco e da falta de política de transição da base.
O melhor exemplo mundial desmonta a tese da CBF: a Premier League.
A liga mais valiosa e mais vista do mundo é a que tem maior número de estrangeiros. Nem por isso a Inglaterra deixou de formar. Pelo contrário: convivendo e competindo diariamente com os melhores do mundo dentro de casa, a Inglaterra chegou a duas finais de Eurocopa e foi semifinalista e quartilista nas duas últimas Copas. A presença estrangeira não enfraqueceu a Seleção. Qualificou-a.
O futebol não se desenvolve se protegendo dele. Se desenvolve se expondo ao melhor.
O que precisamos não é limitar o estrangeiro, é qualificar o brasileiro para competir com ele. Cota obrigatória de Sub-23 em lista, como a CBF também propôs, faz todo o sentido. Fechar a fronteira para talento, não.
Se o objetivo é valorizar o futebol brasileiro, a medida aponta exatamente para o lado oposto.
Posicionamento editorial
Pioneiras do Futebol BR
O olhar das Pioneiras
As Pioneiras do Futebol concordam com a reflexão apresentada por Romeu Carvalho de Castro e entendem que ela traz uma discussão necessária para o futuro do futebol brasileiro.
Valorizar a formação de atletas brasileiras e brasileiros é fundamental. Criar oportunidades para jovens, fortalecer as categorias de base e melhorar a transição para o futebol profissional devem ser prioridades permanentes. Mas valorizar quem é formado no Brasil não precisa significar restringir quem vem de fora.
Nesse ponto está a força da crítica de Romeu.
A presença de atletas estrangeiros também pode significar intercâmbio técnico, novas referências dentro de campo, maior competitividade e conexão do campeonato brasileiro com outros mercados. Um atleta internacional não traz apenas seu futebol: pode trazer consigo interesse de torcedores, imprensa e parceiros de seu país de origem.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja “quantos estrangeiros devemos permitir?”, mas:
“O que precisamos fazer para que nossos atletas estejam preparados para competir com os melhores?”
Para as Pioneiras, essa discussão ganha dimensão ainda maior quando transportada para o futebol feminino.
Se essa política de restrição resvalar no futebol feminino, será prejudicial ao desenvolvimento da modalidade. Limitar a presença de jogadoras estrangeiras pode reduzir o intercâmbio técnico, afastar talentos internacionais, enfraquecer a competitividade dos clubes brasileiros e diminuir a conexão do nosso campeonato com outros mercados justamente quando o Brasil precisa se afirmar como referência mundial.
Às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, temos uma oportunidade histórica de transformar o país não apenas na sede de uma Copa, mas em um polo internacional do futebol feminino.
Queremos nossas meninas chegando à base. Queremos brasileiras ocupando espaço nos grandes clubes. Queremos investimento em formação, estrutura, remuneração e oportunidades.
Mas também queremos que grandes jogadoras do mundo olhem para o Brasil e pensem:
“Eu quero jogar lá.”
Receber talentos internacionais e desenvolver talentos brasileiros não são objetivos incompatíveis. Ao contrário: podem fazer parte da mesma estratégia de crescimento.
O legado de nossas pioneiras demonstra justamente o que acontece quando mulheres precisam lutar por espaço em ambientes nos quais as oportunidades são escassas. Por isso, acreditamos muito mais na criação de oportunidades do que na simples criação de barreiras.
A frase de Romeu sintetiza muito bem essa reflexão:
“O futebol não se desenvolve se protegendo dele. Se desenvolve se expondo ao melhor.”
As Pioneiras acrescentam:
Formar mais. Investir melhor. Abrir oportunidades. Aumentar a competição. E preparar o futebol brasileiro para competir com o mundo — não para se proteger dele.
Essa é uma discussão que merece ser feita agora, especialmente quando o Brasil se prepara para receber o mundo em 2027.
Pioneiras do Futebol BR
Pioneira • Representante das árbitras em campo
Fernanda Santos: o apito que também escreve história
Fernanda dos Santos Ignacio de Souza é uma pioneira que representa as árbitras em campo. Sua trajetória de autoridade, preparo e permanência na arbitragem paulista e nacional mostra que o protagonismo feminino também está em quem conduz as partidas, toma decisões e assegura o jogo. Em um futebol que durante décadas reservou às mulheres pouco espaço de comando, sua presença no centro do campo abre caminhos.
“As mulheres não estão apenas participando do futebol: elas também conduzem a sua história.”Pioneiras do Futebol
Presença e comando. Fernanda em atuação com o uniforme da Federação Paulista de Futebol.
Desde 2013
Trajetória documentada
Escalas oficiais localizadas remontam a 2013. Fernanda integra a arbitragem da FPF e o quadro nacional da CBF.
2019
Presença em decisões nacionais
O acervo reúne lembranças das finais do Brasileirão Feminino A1, A2 e Sub-18 realizadas naquele ano.
2024
Do feminino à Série D
Depois de dez jogos oficiais no Brasileiro Feminino, entre base e profissional, atuou também no campeonato nacional masculino.
2026
Uma carreira em movimento
Fernanda segue em atividade nas principais competições estaduais, incluindo o Paulista Feminino.
Por que a arbitragem feminina importa
Uma pioneira que representa as árbitras em campo
Árbitras também são protagonistas do jogo. Elas interpretam regras, administram conflitos e sustentam a legitimidade da competição. Quando uma mulher ocupa essa função em finais, categorias de base e torneios masculinos, amplia o horizonte de quem deseja construir carreira no futebol para além das quatro linhas.
Três finais, três memórias. As bolas registram as decisões nacionais do A2, A1 e Sub-18 em 2019 — objetos que transformam escala de arbitragem em acervo vivo.Brasileirão Feminino A2 • 2019. Equipe de arbitragem e capitãs no Pacaembu. Foto: Pri Fiotti.Final Majestosa. A equipe feminina de arbitragem celebrada diante do painel do Paulista Feminino, na Arena Corinthians.Equipe de decisão. Arbitragem feminina reunida com as medalhas de uma final da Supercopa Feminina.
Quem abriu o caminho
Vozes e trajetórias que o Brasil precisa ouvir
Uma seleção de nomes para iniciar uma memória que é muito maior. O portal nasce para crescer com novos perfis, depoimentos, imagens e documentos.
01
Roseli de Belo
Ataque • 1988–1995
Habilidade, gols decisivos e protagonismo na geração que apresentou o Brasil ao mundo.
02
Sissi
Meio-campo • 1988–1999
Camisa 10 histórica, artilheira da Copa de 1999 e símbolo da criatividade brasileira.
03
Pretinha
Ataque • 1991–2008
Potência e longevidade: pioneira em Copas, Olimpíadas e grandes clubes internacionais.
04
Fanta
Defesa • 1988–1999
Base defensiva de três ciclos de Copa e referência das primeiras formações da Seleção.
05
Nildinha
Ataque • geração 1990
Talento, resistência e uma trajetória que representa tantas atletas afastadas pela falta de estrutura.
06
Cenira
Meio-campo • 1991–1996
Duas Copas do Mundo, técnica refinada e uma vida dedicada ao futebol dentro e fora de campo.
07
Formiga
Meio-campo • 1995–2021
Sete Copas do Mundo e sete Olimpíadas: a ponte viva entre as pioneiras e o futebol global.
08
Milene Domingues
Meio-campo • geração 2000
Craque, comunicadora e referência que ampliou a presença pública do futebol feminino.
“Valorizar as pioneiras é fortalecer o presente e permitir que a próxima geração encontre portas abertas.”Um movimento de memória, mercado e legado
Um acervo pesquisável de trajetórias documentadas desde 1988. Busque por nome, posição, geração ou conquista e conheça quem construiu a história dentro de campo.
Fichas atualizadas com a cronologia dos Mundiais
Participações, jogos e gols agora aparecem em um bloco próprio. As estatísticas oficiais começam em 1991; quando 1988 é incluído, o card informa expressamente “torneio experimental” ou “ciclo ampliado”.
125 trajetórias em ordem temporal • da estreia mais antiga à geração atual
0011988–1999 • Defensora
Elane Rego
Marcou o primeiro gol do Brasil em uma Copa do Mundo oficial, na vitória sobre o Japão em 1991.
Mundiais
Edições1988 (experimental), 1991, 1995 e 1999
Partidas18 jogos no ciclo ampliado
Gols1 gol oficial
Autora do primeiro gol brasileiro em Copas oficiais.
Clubes de destaque
EC Radar e clubes brasileiros da geração pioneira
Títulos e campanhas
Bronze em 1988; campeã sul-americana; autora do primeiro gol do Brasil em Copas, em 1991.
0021988–1999 • Defensora
Fanta (Rosilane)
Base defensiva do Brasil em 1988 e nas Copas de 1991, 1995 e 1999; símbolo de longevidade e resistência.
Mundiais
Edições1988 (experimental), 1991, 1995 e 1999
Partidas14 jogos no ciclo ampliado
Clubes de destaque
EC Radar e carreira no futebol italiano
Títulos e campanhas
Bronze em 1988; campanhas nas Copas de 1991, 1995 e 1999; campeã sul-americana.
0031988–1991 • Defensora
Fia
Representou o Brasil no torneio pioneiro de 1988 e no início do ciclo da primeira Copa oficial.
Mundiais
Edições1988 (experimental) e 1991
Partidas4 jogos no ciclo ampliado
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Representou o Brasil no torneio pioneiro de 1988 e no início do ciclo da primeira Copa oficial.
0041988–1991 • Goleira
Lica
Titular no torneio experimental de 1988; ajudou o Brasil a conquistar o bronze que marcou o nascimento internacional da Seleção.
Mundiais
Edições1988 (experimental)
Partidas5 jogos
Bronze no torneio experimental da FIFA.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Titular no torneio experimental de 1988; ajudou o Brasil a conquistar o bronze que marcou o nascimento internacional da Seleção.
Pioneira da primeira Seleção Brasileira, integrou a campanha do bronze no Torneio Experimental da China, em 1988. Voltou a representar o país na Copa do Mundo de 1995, na Suécia, e nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, primeira edição olímpica com futebol feminino.
Mundiais
Edições1988 (experimental) e 1995
Partidas3 jogos no ciclo ampliado
Clubes de destaque
Esporte Clube Radar e, posteriormente, Club de Regatas Vasco da Gama
Títulos e campanhas
Medalha de bronze no Torneio Experimental da China 1988; Copa do Mundo de 1995, na Suécia; Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, quando o Brasil alcançou o quarto lugar.
017anos 1990 • Atacante
Devanilde ‘Deva’
Talento de uma geração marcada por preconceito e oportunidades interrompidas; representa a sucessão invisível do futebol feminino.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Talento de uma geração marcada por preconceito e oportunidades interrompidas; representa a sucessão invisível do futebol feminino.
0181991–1996 • Atacante
Adriana Viola
Atacante da primeira Copa oficial e integrante da geração que manteve viva a Seleção no início dos anos 1990.
Mundiais
Edições1991
Partidas2 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Atacante da primeira Copa oficial e integrante da geração que manteve viva a Seleção no início dos anos 1990.
Disputou as Copas de 1991 e 1995 e construiu trajetória dedicada ao futebol dentro e fora de campo.
Mundiais
Edições1991 e 1995
Partidas6 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Disputou as Copas de 1991 e 1995 e construiu trajetória dedicada ao futebol dentro e fora de campo.
0201991 • Meio-campo
Daí
Defendeu o Brasil na Copa de 1991 e fez parte do primeiro elenco mundialista oficial.
Mundiais
Edições1991
Partidas3 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Defendeu o Brasil na Copa de 1991 e fez parte do primeiro elenco mundialista oficial.
0211991 • Meio-campo
Danda
Integrante da primeira Copa do Mundo oficial, na China, em 1991.
Mundiais
Edições1991
Partidas1 jogo oficial
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Integrante da primeira Copa do Mundo oficial, na China, em 1991.
0221991 • Defensora
Doralice
Convocada para a Copa do Mundo de 1991, fez parte do grupo pioneiro que representou o Brasil no primeiro Mundial oficial.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Convocada para a Copa do Mundo de 1991, fez parte do grupo pioneiro que representou o Brasil no primeiro Mundial oficial.
0231991 • Defensora
Márcia Silva
Defendeu o Brasil no elenco mundialista de 1991, em uma época de calendário escasso e pouca estrutura para a modalidade.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Defendeu o Brasil no elenco mundialista de 1991, em uma época de calendário escasso e pouca estrutura para a modalidade.
0241991–1996 • Meio-campo
Márcia Taffarel
Participou dos primeiros ciclos de Copa e da preparação para Atlanta 1996.
Mundiais
Edições1991 e 1995
Partidas2 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Participou dos primeiros ciclos de Copa e da preparação para Atlanta 1996.
0251991 • Defensora
Marilza Martins
Integrante do primeiro elenco brasileiro em uma Copa do Mundo oficial, na China, em 1991; pertence à geração que transformou resistência em Seleção.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Integrante do primeiro elenco brasileiro em uma Copa do Mundo oficial, na China, em 1991; pertence à geração que transformou resistência em Seleção.
Margarete Maria Pioresan foi convocada para o torneio experimental de 1988, mas pediu dispensa porque estava com a Seleção Brasileira de handebol. Retornou ao futebol para disputar as Copas do Mundo de 1991, na China, e de 1995, na Suécia. Em Atlanta 1996, realizou o sonho olímpico aos 40 anos e ajudou o Brasil a alcançar o quarto lugar na estreia do futebol feminino nos Jogos.
Mundiais
Edições1991 e 1995
Partidas6 jogos oficiais
Clubes de destaque
Esporte Clube Radar e C.R. Vasco da Gama, onde atuou até encerrar a carreira aos 44 anos
Títulos e campanhas
Copas do Mundo de 1991 e 1995; Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, com o histórico quarto lugar do Brasil.
0271991–1996 • Atacante
Nalvinha
Participou da primeira geração mundialista e do ciclo da Copa de 1995.
Mundiais
Edições1991 e 1995
Partidas3 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Participou da primeira geração mundialista e do ciclo da Copa de 1995.
Disputou a Copa de 1995 e participou da geração que preparou a estreia olímpica do Brasil.
Mundiais
Edições1995
Partidas3 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Disputou a Copa de 1995 e participou da geração que preparou a estreia olímpica do Brasil.
0351995–1998 • Goleira
Didi
Integrou a renovação da meta brasileira na segunda metade dos anos 1990 e participou de jogos preparatórios e competições internacionais.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Integrou a renovação da meta brasileira na segunda metade dos anos 1990 e participou de jogos preparatórios e competições internacionais.
0361995 • Goleira
Eliane
Compôs o grupo brasileiro da Copa do Mundo de 1995, na Suécia, durante a retomada internacional da Seleção.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Compôs o grupo brasileiro da Copa do Mundo de 1995, na Suécia, durante a retomada internacional da Seleção.
Maior artilheira do futebol olímpico, vice mundial em 2007 e dona de uma das carreiras mais goleadoras da Seleção.
Mundiais
Edições2003, 2007, 2011, 2015 e 2019
Partidas21 jogos oficiais
Gols11 gols
Segunda maior artilheira brasileira em Copas.
Clubes de destaque
Juventus-SP, Turbine Potsdam, Wolfsburg, Linköping, Corinthians, Santos, PSG, Chicago, São Paulo e Flamengo
Títulos e campanhas
Prata olímpica em 2004 e 2008; vice mundial em 2007; maior artilheira do futebol olímpico; Libertadores pelo Santos.
0582003–2008 • Defensora
Elaine
Titular na campanha do vice mundial de 2007 e integrante de uma das defesas mais marcantes da Seleção.
Mundiais
Edições2007
Partidas5 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Titular na campanha do vice mundial de 2007 e integrante de uma das defesas mais marcantes da Seleção.
0592003 • Atacante
Giselle
Integrou a Seleção na Copa do Mundo de 2003, edição que apresentou Marta e Cristiane ao cenário mundial.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Integrou a Seleção na Copa do Mundo de 2003, edição que apresentou Marta e Cristiane ao cenário mundial.
0602003–2008 • Meio-campo
Kelly
Participou da Copa de 2003 e do ciclo que conduziu o Brasil às primeiras medalhas olímpicas e à consolidação entre as potências mundiais.
Mundiais
Edições2003
Partidas1 jogo oficial
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Participou da Copa de 2003 e do ciclo que conduziu o Brasil às primeiras medalhas olímpicas e à consolidação entre as potências mundiais.
0612003 • Defensora
Michele
Zagueira do elenco brasileiro na Copa do Mundo de 2003, nos Estados Unidos.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Zagueira do elenco brasileiro na Copa do Mundo de 2003, nos Estados Unidos.
Disputou a Copa do Mundo de 2003 e levou sua técnica e projeção internacional a clubes do Brasil, Itália e Espanha, tornando-se também voz ativa pela modalidade.
Mundiais
Edições2003
Convocada para a Copa de 2003.
Clubes de destaque
Corinthians, Fiammamonza, Rayo Vallecano e clubes da Espanha e Itália
Títulos e campanhas
Campeonatos estaduais e participação na Copa do Mundo de 2003; reconhecida por sua projeção internacional.
0632003–2004 • Atacante
Priscila
Integrou o início do ciclo de Marta e Cristiane e participou da Copa de 2003.
Mundiais
Edições2003
Partidas3 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes da trajetória em validação documental.
Títulos e campanhas
Participação na Copa do Mundo de 2003 e no início do ciclo de Marta e Cristiane.
0642003–2004 • Meio-campo
Rafaela
Participou da Copa de 2003 e da transição geracional do início do século.
Mundiais
Edições2003
Partidas2 jogos oficiais
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Participou da Copa de 2003 e da transição geracional do início do século.
0652003–2012 • Defensora / volante
Renata Costa
Vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica, com trajetória em clubes do Brasil e do exterior.
Mundiais
Edições2003, 2007 e 2011
Partidas11 jogos oficiais
Gols1 gol
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica, com trajetória em clubes do Brasil e do exterior.
0662003 • Defensora
Renata Diniz
Convocada para a Copa de 2003 e integrante da transição para uma das gerações mais vitoriosas do Brasil.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Convocada para a Copa de 2003 e integrante da transição para uma das gerações mais vitoriosas do Brasil.
0672003–2004 • Defensora
Simone
Disputou a Copa do Mundo de 2003 e fez parte do ciclo que conquistou a prata olímpica em Atenas 2004.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Disputou a Copa do Mundo de 2003 e fez parte do ciclo que conquistou a prata olímpica em Atenas 2004.
Titular na conquista da prata olímpica em Paris 2024 e principal nome da meta no ciclo rumo a 2027.
Clubes de destaque
Sport, Grêmio e Kansas City Current
Títulos e campanhas
Prata olímpica em Paris 2024; títulos estaduais e campanhas de destaque pela Seleção.
1102021–2026 • Lateral
Yasmim
Consolidou-se no ciclo recente com técnica na bola parada e presença na campanha olímpica de Paris.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Consolidou-se no ciclo recente com técnica na bola parada e presença na campanha olímpica de Paris.
1112022–2026 • Meio-campo
Duda Sampaio
Disputou a Copa de 2023, conquistou a prata em Paris e se firmou na nova geração.
Mundiais
Edições2023
Partidas2 jogos oficiais
Clubes de destaque
Internacional, Kindermann, Cruzeiro e Corinthians
Títulos e campanhas
Prata olímpica em Paris 2024; Copa América; Libertadores e títulos nacionais pelo Corinthians.
1122022–2026 • Defensora
Lauren
Campeã sul-americana de base, disputou a Copa de 2023 e conquistou a prata olímpica em 2024.
Mundiais
Edições2023
Partidas2 jogos oficiais
Clubes de destaque
São Paulo, Madrid CFF, Kansas City Current e Atlético de Madrid
Títulos e campanhas
Prata olímpica em Paris 2024; Sul-Americano Sub-20; títulos de base pelo Brasil.
1132022–2026 • Defensora
Tarciane
Destaque da nova geração, medalhista de prata em Paris 2024 e presença no ciclo rumo a 2027.
Clubes de destaque
Fluminense, Corinthians, Houston Dash e Lyon
Títulos e campanhas
Prata olímpica em Paris 2024; Libertadores, Brasileiro, Paulista e Supercopa pelo Corinthians.
1142023–2026 • Defensora
Mariza
Afirmação recente da defesa brasileira e integrante das convocações de preparação para 2027.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Afirmação recente da defesa brasileira e integrante das convocações de preparação para 2027.
1152023–2026 • Atacante
Priscila
Destaque jovem, medalhista olímpica e um dos nomes projetados para a Copa de 2027.
Clubes de destaque
Internacional e Club América
Títulos e campanhas
Prata olímpica em Paris 2024; campeã sul-americana de base pelo Brasil.
1162024–2026 • Atacante
Aline Gomes
Passou pelas seleções de base e chegou à principal como uma das jovens promessas do novo ciclo.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Passou pelas seleções de base e chegou à principal como uma das jovens promessas do novo ciclo.
1172024–2026 • Defensora
Isa Haas
Formada nas seleções de base, chegou à equipe principal e integra a renovação para a Copa de 2027.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Formada nas seleções de base, chegou à equipe principal e integra a renovação para a Copa de 2027.
1182024–2026 • Goleira
Kemelli
Integra a renovação da posição e as convocações recentes da Seleção principal.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Integra a renovação da posição e as convocações recentes da Seleção principal.
1192024–2026 • Defensora
Thaís Ferreira
Zagueira do novo ciclo de Arthur Elias, presente nas convocações e amistosos de 2026.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Zagueira do novo ciclo de Arthur Elias, presente nas convocações e amistosos de 2026.
1202025–2026 • Atacante
Amanda Gutierres
Artilheira de destaque no futebol brasileiro, chegou à Seleção principal e foi convocada para enfrentar os Estados Unidos em 2026.
Clubes de destaque
Foz Cataratas, Internacional, Bordeaux e Palmeiras
Títulos e campanhas
Artilharias nacionais e estaduais; campeã paulista e protagonista ofensiva no ciclo da Seleção.
1212025–2026 • Atacante
Dudinha
Destaque das categorias de base, convocada para a principal na preparação para 2027.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Destaque das categorias de base, convocada para a principal na preparação para 2027.
1222025–2026 • Lateral
Isabela
Lateral do novo ciclo da Seleção, convocada para os amistosos contra os Estados Unidos em 2026 e observada para a Copa de 2027.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Lateral do novo ciclo da Seleção, convocada para os amistosos contra os Estados Unidos em 2026 e observada para a Copa de 2027.
1232025–2026 • Atacante
Kaylane
Atleta formada nas seleções de base e incorporada ao grupo principal no ciclo de 2026.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Atleta formada nas seleções de base e incorporada ao grupo principal no ciclo de 2026.
1242025–2026 • Lateral
Raíssa Bahia
Chegou à equipe principal no processo de renovação conduzido por Arthur Elias e integrou as convocações de 2026.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Chegou à equipe principal no processo de renovação conduzido por Arthur Elias e integrou as convocações de 2026.
1252025–2026 • Atacante
Tainá Maranhão
Estreou nas listas da Seleção principal em 2025 e alcançou nove partidas pelo Brasil até junho de 2026, afirmando-se como opção ofensiva.
Clubes de destaque
Clubes e equipes da trajetória em validação no Almanaque e nos acervos históricos.
Títulos e campanhas
Pela Seleção: Estreou nas listas da Seleção principal em 2025 e alcançou nove partidas pelo Brasil até junho de 2026, afirmando-se como opção ofensiva.
Pesquisa visual e biográfica em atualização contínua, organizada pelo primeiro ciclo conhecido de cada atleta na Seleção. Cada fotografia publicada traz o crédito e um acesso direto à página de origem. Os perfis que ainda não têm imagem permanecem assim até que seja localizado um registro confiável e corretamente identificável — sem atribuições por semelhança. Fontes cruzadas: Almanaque das Guerreiras, registros de Copas, CBF, FIFA, Museu do Futebol, clubes, federações e imprensa esportiva.
Marcas, estrutura e visibilidade • 1988–hoje
Quem ajudou a sustentar o caminho
A história comercial da Seleção Feminina não é uma lista simples. Durante décadas, os contratos eram da CBF para todas as seleções; em outros momentos, marcas apoiaram o Radar — base da equipe de 1988 — ou patrocinaram campeonatos, não a Seleção.
Esta linha do tempo identifica o tipo de vínculo e evita transformar apoio indireto em patrocínio exclusivo.
Antes e em 1988Apoio ao E.C. Radar
Le Coq Sportif, Unibanco e Mondaine
Registros sobre o Radar citam essas marcas na estrutura do clube que forneceu a espinha dorsal da primeira Seleção oficial. Era apoio ao clube, não contrato exclusivo com a equipe nacional — e a profissionalização das atletas ainda era precária.
A Seleção de 1988 vestiu Topper; a marca acompanhou a CBF até o início dos anos 1990. A Umbro assumiu depois e permaneceu até 1996. Eram contratos gerais da entidade.
Desde 1997, a Nike fornece os uniformes das seleções brasileiras. Na equipe feminina, as camisas acompanharam Copas, medalhas olímpicas e coleções com identidade própria.
Fonte: CBF ↗2001–2027Patrocínio institucional da CBF
Guaraná Antarctica
A parceria começou em 2001 e foi renovada em 2019 por oito anos. Na Copa de 2019, a campanha “Seleção Feminina é #CoisaNossa” mobilizou O Boticário, Lay’s, GOL e DMCard em ações de apoio.
Primeira marca a patrocinar exclusivamente as Seleções Femininas. O acordo alcançou equipe principal, base, uniforme de treino e naming rights do Brasileirão Feminino.
A CBF contratou dados, métricas avançadas e monitoramento de atletas e adversárias. É parceria de desempenho — não patrocínio publicitário tradicional.
Em 2026, a Coca-Cola passou a patrocinar o Brasileirão Feminino A1. O investimento fortalece o ambiente da Seleção, mas é patrocínio de campeonato — não da equipe nacional.
Fonte: CBF ↗Levantamento histórico em atualização. Contratos antigos nem sempre tiveram escopo e duração divulgados.
Patrocínios & Mercado • Atualizado em 9 de outubro de 2026
Hyundai transforma final do Brasileirão Feminino em plataforma de valorização e marca
Carlinha, goleira do São Paulo, recebeu o carro zero-quilômetro após a conquista do título diante de 49.405 torcedores. A ação reforça a presença da Hyundai no futebol feminino rumo à Copa de 2027.
Imagem: divulgação Hyundai Motor Brasil • comunicado de 1º de outubro de 2026.
O futebol feminino brasileiro ganha mais uma demonstração de que a modalidade vem se consolidando também como uma importante plataforma de investimento, marketing e relacionamento entre marcas e público.
A ação anunciada pela Hyundai se concretizou em 3 de outubro: Carlinha foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o Hyundai i20 zero-quilômetro. A goleira defendeu um pênalti cobrado por Gabi Zanotti e ajudou o São Paulo a conquistar o Brasileirão Feminino.
A CBF confirmou 49.405 torcedores no MorumBIS, novo recorde da competição. Com o empate por 1 a 1 na volta, o São Paulo venceu a decisão por 3 a 2 no agregado. Aline Pellegrino e Cláudio Gomes representaram a CBF na entrega da chave à atleta.
O balanço oficial também registra R$ 2 milhões de premiação para o campeão e R$ 1 milhão para o vice. Cada um dos 18 clubes recebeu R$ 720 mil de cota de participação, o dobro do ano anterior. O investimento de mais de R$ 685 milhões em competições femininas entre 2024 e 2029 é uma projeção da CBF.
Não é uma ação isolada
A entrega do veículo faz parte de uma estratégia mais ampla. Em fevereiro de 2026, a montadora anunciou um contrato de três anos com a CBF para patrocinar o Brasileirão Feminino, a Copa do Brasil Feminina e a Supercopa Feminina.
Somadas, as competições terão mais de 500 partidas durante o período do acordo. A Hyundai também patrocina a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, que será realizada no Brasil. A empresa associa essa presença a valores como inclusão, união e aproximação com a sociedade.
A relação internacional da marca com a modalidade começou em 1999, com o apoio à Copa do Mundo Feminina nos Estados Unidos. O investimento brasileiro amplia essa trajetória justamente no ciclo em que o país se prepara para receber o Mundial.
Continuidade acima da exposição pontual
Em entrevista publicada pelo Meio & Mensagem em 8 de outubro, Ebru Semizer, diretora de marketing da Hyundai Brasil, explicou que o valor do acordo está na presença contínua. Ao longo de três anos e mais de 500 partidas, a empresa poderá acompanhar diferentes clubes, atletas, torcidas e regiões — construindo uma ligação mais profunda do que seria possível em uma campanha isolada.
A executiva também defendeu que o futebol feminino não seja cobrado imediatamente pelos mesmos indicadores de retorno aplicados ao masculino. As duas modalidades partiram de condições historicamente desiguais de investimento, exposição e estrutura. Nessa visão, sustentabilidade exige tempo, desenvolvimento de audiência e ações que coloquem as atletas no centro da narrativa.
Para as Pioneiras, esse posicionamento aproxima a Hyundai de projetos capazes de ligar gerações: pioneiras, jogadoras atuais, categorias de base e torcedoras de diferentes regiões. O Jogo das Lendas e o ciclo de memória e legado para 2027 oferecem caminhos coerentes para uma parceria anual.
Da exposição de marca à experiência
A premiação da melhor jogadora mostra uma mudança na maneira como as empresas começam a enxergar o futebol feminino. Ao entregar um automóvel à atleta de maior destaque da decisão, a Hyundai cria uma história dentro do evento esportivo e passa a fazer parte do reconhecimento de uma de suas protagonistas.
Na avaliação editorial das Pioneiras, esse tipo de ativação pode gerar conteúdo, repercussão nas redes sociais, relacionamento emocional com torcedores e associação da empresa à valorização das atletas. Exposição, experiência e narrativa passam a trabalhar juntas.
Um mercado que cresce às vésperas de 2027
Os números ajudam a explicar o interesse das marcas. Segundo o panorama divulgado pela CBF em julho, entre 2021 e 2026 o número de competições femininas nacionais passou de seis para nove. Os clubes participantes de competições adultas ou de base aumentaram de 58 para 79, e o total de partidas passou de 398 para 712 — crescimento de 79%.
Outras grandes empresas também estão ocupando esse território. Em julho, a Coca-Cola anunciou patrocínio de competições da CBF, incluindo o Brasileirão Feminino A1, com acordo válido até o final de 2027. As contrapartidas incluem mídia, conteúdo digital e ações especiais nas competições femininas.
A aproximação da Copa do Mundo Feminina de 2027 abre espaço para investimentos que combinem visibilidade, formação e vínculos duradouros com o público.
Notícias • Rumo a 2027 • 8 de outubro de 2026
Marta rumo à última Copa: Netflix registrará a despedida da Rainha
A Netflix iniciou as filmagens de um longa documental que acompanhará Marta na preparação para aquela que foi anunciada como sua última Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, em 2027, no Brasil.
A produção reunirá bastidores e depoimentos inéditos para contar uma trajetória de 25 anos no futebol. Aos 40 anos, a seis vezes melhor jogadora do mundo chega ao ciclo do Mundial em casa como a principal ponte entre as pioneiras, a profissionalização da modalidade e a geração que disputará a Copa diante da torcida brasileira.
O documentário é produzido pela Conspiração Filmes, com direção de Eliza Capai e roteiro de João Costa Van Hombeeck e Carolina Albuquerque. A Netflix ainda não divulgou a data de estreia.
Oportunidade institucional
As Pioneiras podem apresentar à Conspiração Filmes e à assessoria da Netflix seu acervo, suas personagens e a memória das mulheres que construíram o caminho percorrido por Marta. A aproximação pode envolver pesquisa histórica, indicação de entrevistadas e eventual licenciamento de imagens, sempre mediante autorização.
Imagem de arquivo utilizada no perfil de Marta no portal das Pioneiras. O comunicado oficial da Netflix possui materiais próprios da produção.
Rumo a 2027 • acompanhamento permanente
Quem já está classificado
O Mundial começa a ganhar sua composição definitiva. Este quadro será atualizado à medida que as eliminatórias definirem novas seleções para a primeira Copa do Mundo Feminina disputada na América do Sul.
País-sedeBrasil
Classificação automática como anfitrião.
CONMEBOLArgentina • Colômbia
Vagas diretas sul-americanas já definidas.
UEFADinamarca • França • Alemanha • Espanha
Primeiras europeias classificadas diretamente.
AFCAustrália • Filipinas • Japão • Coreia do Sul • China • Coreia do Norte
Representantes asiáticas já garantidas.
OFCNova Zelândia
Representante da Oceania.
CAFArgélia • Camarões • Malawi • Marrocos
Primeiras seleções africanas classificadas.
Repescagem europeia
Sete vagas diretas ainda estão em disputa
Trinta e duas seleções participam do mata-mata. A primeira rodada acontece em 9 e 13 de outubro; a fase decisiva será disputada entre 26 de novembro e 5 de dezembro. Os sete vencedores mais bem classificados avançam diretamente, e outro seguirá para a repescagem intercontinental.
Inglaterra, Noruega, Países Baixos, Suécia, Itália, Portugal, Suíça e Islândia estão entre as participantes.
Atualização de 9 de outubro de 2026. A relação será revisada depois de cada rodada classificatória.
Radar do Mercado • Patrocínios
Além das bets: automóveis e serviços financeiros avançam no futebol
Novos dados ajudam a identificar quais setores podem ocupar propriedades comerciais abertas pela retração das casas de apostas — inclusive no futebol feminino.
10contratos do setor automotivo em 2026; eram apenas um em 202429contratos do setor financeiro, líder do levantamento45%de crescimento do setor financeiro em dois anos
O mercado está se diversificando
Estudo do Ibope Repucom mostra avanço de empresas automotivas, financeiras, de alimentação, saúde e mercado imobiliário no patrocínio do futebol brasileiro. Os números não representam contratos exclusivos do futebol feminino, mas indicam setores que podem ser prospectados para substituir a dependência das apostas.
Para as Pioneiras, a proposta comercial deve ir além da logomarca: conteúdo, experiência, memória, relacionamento, formação de meninas e impacto social podem formar uma plataforma de parceria com identidade própria.
Regra, formação e direito de sonhar
Não foi uma lei única. Foi uma obrigação esportiva.
Desde 2019, o licenciamento da Conmebol para os clubes que disputam suas competições masculinas exige uma equipe feminina principal — própria ou associada — e ao menos uma categoria juvenil feminina. A CBF incorporou critérios de licenciamento e ampliou as competições nacionais de base.
A diferença importa: não significa que todo clube brasileiro, por força de uma lei federal, seja obrigado a manter futebol feminino. A exigência alcança os clubes sujeitos ao licenciamento das competições e ajudou a acelerar estruturas que antes dependiam quase só de resistência individual.
Meninas precisam de campo, calendário, treinadoras qualificadas e competição desde a iniciação — inclusive em ambientes mistos seguros quando não houver turma feminina.
02
Formar pessoas antes de atletas
A base deve proteger estudo, saúde física e mental, convivência, alimentação e direitos. O sonho profissional não pode justificar abuso, abandono escolar ou promessas falsas.
03
Criar uma ponte real
Sub-15, Sub-17 e Sub-20 precisam conversar com o time principal. Sem calendário e transição, talento se perde justamente na adolescência.
04
Chegar a todo o Brasil
O futuro depende de oportunidades fora dos grandes centros, com escolas, municípios, federações e clubes construindo redes regionais permanentes.
Registro compartilhado com o projeto Pioneiras do Futebol BR.
A base pede passagem ⚽💜
O sonho de Lali Gol representa uma nova geração
Lali Gol, a lourinha de olhos azuis de apenas 9 anos, representa milhares de meninas apaixonadas pelo futebol. Desde que aprendeu a andar, já brincava com a bola nos pés, enquanto sua irmã gêmea preferia brincar de boneca.
Short, camiseta, tênis ou chuteira fazem parte de seu jeito de ser: a qualquer momento pode surgir a oportunidade de jogar um futebolzinho. Hoje, ela treina na Nossa Arena, ao lado das colegas e sob a orientação da professora Dai, ex-jogadora profissional da Portuguesa.
“Meu sonho é ser jogadora de futebol.”
É nos primeiros treinos, nas brincadeiras e na coragem de entrar em campo que o futuro da modalidade começa. As pioneiras abriram os caminhos; agora, uma nova geração chega com talento, personalidade e vontade de vencer.
Valorizar a base é garantir a continuidade dessa história. Que venham as futuras craques do Brasil!
Portas de entrada verificáveis
Onde procurar formação feminina
Não existe um ranking oficial de “melhores escolinhas”. Esta seleção reúne projetos e bases reconhecidos, em diferentes regiões, para orientar a pesquisa. Vagas, idades e seletivas mudam: famílias devem confirmar tudo no canal oficial e nunca pagar a intermediários sem verificar o clube.
São Paulo (SP)
Centro Olímpico
Projeto público e tradicional formador, com equipes femininas de base e acesso por avaliações divulgadas oficialmente.
Do estudo do futebol feminino na USP ao comando da equipe que buscará a primeira estrela mundial em casa. Arthur construiu sua carreira dentro da modalidade, combinando formação de atletas, método, intensidade e uma coleção histórica de títulos.
17 títulos como treinadorPrata Paris 20242027 contrato até a Copa
2006–2012
Pesquisa e formação
Iniciou um projeto na USP dedicado às características das mulheres no futebol. Depois passou por Nacional e Centro Olímpico, primeiro como supervisor e então como técnico, integrando metodologia e categorias de base.
2013–2017
Os primeiros títulos
Foi campeão brasileiro de 2013 com o Centro Olímpico. No Audax/Corinthians conquistou a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores de 2017, consolidando um trabalho que unia captação, desenvolvimento e desempenho.
2018–2023
A era das Brabas
No Corinthians, comandou o ciclo mais vencedor do futebol feminino brasileiro: cinco Brasileiros, três Libertadores, três Paulistas, duas Supercopas e a Copa Paulista. Em 2021 alcançou a primeira tríplice coroa da modalidade no país.
2023–hoje
A Amarelinha
Assumiu a Seleção após a Copa de 2023. Foi vice da Copa Ouro e conduziu o Brasil à prata olímpica em Paris 2024 — primeiro pódio em 16 anos. Em 2025 conquistou a Copa América, seu primeiro título pela equipe nacional.
Principais conquistas
Uma carreira vencedora
Centro Olímpico Brasileiro de 2013
Audax/Corinthians Copa do Brasil de 2016 e Libertadores de 2017
Corinthians Brasileiros de 2018, 2020, 2021, 2022 e 2023
Corinthians Libertadores de 2019, 2021 e 2023
Corinthians Paulistas de 2019, 2020 e 2021; Supercopas de 2022 e 2023
Seleção prata olímpica em 2024 e Copa América de 2025
O desafio da Copa no Brasil
Transformar evolução em primeira estrela
Arthur afirma que o futebol feminino vive uma disputa aberta, com cerca de 12 seleções capazes de conquistar o Mundial. O Brasil terá a força da torcida, mas também a pressão de jogar em casa.
01Definir uma equipe competitiva sem fechar as portas para novas atletas.02Enfrentar adversárias de estilos diferentes e elevar a consistência contra a elite.03Equilibrar renovação, juventude e liderança das jogadoras mais experientes.04Administrar a pressão da Copa em casa e transformar apoio popular em energia.05Fazer do Mundial um legado de base, estrutura e respeito que sobreviva a 2027.
Convocação de 22 de setembro de 202628 mulheres. Diferentes gerações. Um mesmo destino: Brasil 2027.
Da experiência de quem já viveu uma Copa do Mundo à primeira convocação de novos talentos, conheça as atletas escolhidas por Arthur Elias para mais uma etapa da construção da Seleção Brasileira.
28
atletas chamadas para enfrentar a Argentina
Arthur Elias combinou desempenho nos clubes, histórico na Amarelinha e projeção para 2027. A CBF destacou Yanne e Tamara Bolt como estreantes na Principal e a integração de jovens vindas da Sub-20.
Revelada pelo Sport e consolidada no Grêmio, chegou à NWSL para defender o Kansas City Current.
Seleções de base
Passou pelas seleções de base antes de se firmar na equipe principal.
Seleção principal
Prata em Paris 2024 e campeã da Copa América de 2025.
Títulos e torneios
Copa América 2025 e NWSL Shield 2025.
Para guardarEleita a melhor goleira da NWSL em 2025.
Bahia / divulgação
02
Yanne
Bahia
Formada na Ferroviária, chegou ao Bahia em 2024 e ganhou espaço como titular.
Seleções de base
Defendeu o Brasil na base e disputou o Mundial Sub-20.
Seleção principal
Estreante na Seleção Principal nesta convocação.
Títulos e torneios
Brasileiro A2 e Campeonato Baiano pelo Bahia.
Para guardarPrimeira atleta do feminino do Bahia a assinar vínculo até 2027.
SL Benfica
03
Thaís Lima
Benfica (POR)
Nascida em Portugal, de pai brasileiro, foi formada no Benfica e assinou profissionalmente ainda adolescente.
Seleções de base
Atuou por Portugal na base antes de optar esportivamente pelo Brasil.
Seleção principal
Estreou pela Seleção Brasileira principal aos 17 anos.
Títulos e torneios
Títulos nacionais nas categorias e no elenco do Benfica.
Para guardarUma das goleiras mais jovens a defender a Seleção principal.
Rubens Chiri / São Paulo FC
04
Carlinha
São Paulo
No São Paulo desde 2019, acompanhou a consolidação do projeto feminino do clube.
Seleções de base
Virou referência para as atletas mais jovens de Cotia.
Seleção principal
Integra o grupo observado por Arthur Elias no ciclo de 2027.
Títulos e torneios
Brasileiro A2 de 2019 e Supercopa Feminina de 2025.
Para guardarDecisiva nos pênaltis e líder do elenco finalista do Brasileiro de 2026.
02
Zagueiras
5 convocadas
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
01
Thaís Ferreira
Corinthians
Zagueira de força e presença aérea, passou por Palmeiras e Internacional antes do Corinthians.
Seleções de base
Trajetória construída em clubes brasileiros de alto rendimento.
Seleção principal
Ganhou espaço nas convocações durante o ciclo de Arthur Elias.
Títulos e torneios
Campeonatos nacionais e continentais no futebol brasileiro.
Para guardarMarcou em final de Brasileiro e integra o Corinthians finalista de 2026.
Club América / divulgação
02
Isa Haas
América (MEX)
Revelada no Internacional, destacou-se no Cruzeiro e foi negociada com o América.
Seleções de base
Capitã e referência defensiva das seleções de base.
Seleção principal
Convocada para a principal no processo de renovação da defesa.
Títulos e torneios
Conquistas estaduais e campanhas de destaque no Brasileiro.
Para guardarSua transferência esteve entre as maiores do futebol feminino brasileiro.
Lubo Domo / OL Lyonnes
03
Tarciane
OL Lyonnes (FRA)
Projetada pelo Corinthians, passou pelo Houston Dash e assinou com o Lyon até 2029.
Seleções de base
Campeã Sul-Americana Sub-20 e presença em Mundial da categoria.
Seleção principal
Titular da Seleção e medalhista de prata em Paris 2024.
Títulos e torneios
Onze títulos pelo Corinthians e prata olímpica.
Para guardarIndicada à Bola de Ouro de 2024.
Tigres / arquivo
04
Mariza
Tigres (MEX)
Passou por Grêmio e Corinthians antes de seguir para o Tigres, do México.
Seleções de base
Formação e afirmação construídas no futebol brasileiro.
Seleção principal
Presença frequente no grupo da Seleção no atual ciclo.
Títulos e torneios
Libertadores, Brasileirão e títulos estaduais pelo Corinthians.
Para guardarTambém atua como volante e oferece versatilidade defensiva.
São Paulo FC / divulgação
05
Tayla
São Paulo
Zagueira experiente, atuou no Brasil e no exterior antes de reforçar o São Paulo em 2026.
Seleções de base
Carreira iniciada no Brasil, com longa experiência internacional.
Seleção principal
Campeã continental e novamente observada no ciclo de 2027.
Títulos e torneios
Copa América de 2014 e títulos estaduais.
Para guardarChegou ao São Paulo com contrato até 2027.
03
Laterais
4 convocadas
Paris Saint-Germain / divulgação
01
Isabela
Paris Saint-Germain (FRA)
Após se destacar no Cruzeiro, transferiu-se para o PSG, com contrato até 2028.
Seleções de base
Bronze no Mundial Sub-20 de 2022 com o Brasil.
Seleção principal
Passou a integrar a principal no ciclo de Arthur Elias.
Títulos e torneios
Sul-Americano Sub-20 e campanhas de destaque pelo Cruzeiro.
Para guardarSua ida ao PSG confirmou projeção internacional.
Palmeiras / divulgação
02
Raíssa Bahia
Palmeiras
Natural de Jacobina, passou por Fluminense de Feira e Grêmio antes do Palmeiras.
Seleções de base
Avançou da formação gremista para a elite nacional.
Seleção principal
Estreou na principal no ciclo de preparação para 2027.
Títulos e torneios
Copa do Brasil Feminina e Supercopa pelo Palmeiras.
Para guardarCanhota, atua como lateral e meia; carrega a Bahia no nome e na história.
Gotham FC
03
Bruninha
Gotham FC (EUA)
Ex-Santos e Internacional, atua no Gotham FC desde 2022.
Seleções de base
Capitaneou o Brasil Sub-20.
Seleção principal
Disputou a Copa do Mundo de 2023.
Títulos e torneios
Duas conquistas da NWSL com o Gotham FC.
Para guardarDeu assistência decisiva na campanha do título da NWSL de 2025.
Washington Spirit / arquivo
04
Tamara Bolt
Washington Spirit (EUA)
Formada no Internacional, levou velocidade e versatilidade ao Washington Spirit.
Seleções de base
Campeã e presença constante nas seleções de base.
Seleção principal
Estreante na Seleção Principal nesta convocação.
Títulos e torneios
Títulos estaduais e conquistas na formação do Internacional.
Para guardarPode atuar aberta no ataque ou como lateral.
04
Meio-campistas
5 convocadas
Corinthians / arquivo
01
Duda Sampaio
Corinthians
Destaque no Internacional, chegou ao Corinthians em 2023 e virou peça central.
Seleções de base
Passou pelas seleções de base.
Seleção principal
Prata em Paris 2024 e campeã da Copa América de 2025.
Títulos e torneios
Libertadores, Brasileirão e Copa América.
Para guardarCombina chegada à área, passe e leitura tática.
Orlando Pride / arquivo
02
Angelina
Orlando Pride (EUA)
Criada nos Estados Unidos, passou pelo OL Reign e se consolidou no Orlando Pride.
Seleções de base
Defendeu o Brasil em Mundiais de base.
Seleção principal
Copa de 2023, prata olímpica de 2024 e título continental de 2025.
Títulos e torneios
NWSL e Shield 2024; Copa América 2025.
Para guardarProtagonista da temporada histórica do Orlando Pride em 2024.
Corinthians / divulgação
03
Jaqueline
Corinthians
Com passagens por Santos e São Paulo, virou multicampeã no Corinthians.
Seleções de base
Construiu a trajetória de Seleção pelo rendimento nos grandes clubes.
Seleção principal
Convocada em diferentes etapas do ciclo e utilizada em mais de uma função.
Títulos e torneios
Libertadores, Brasileirão, Supercopa e Paulista.
Para guardarAtua no meio, pelos lados e perto da área.
Julliana Nascimento / Flamengo
04
Kaylane
Flamengo
Joia formada no Flamengo, assumiu protagonismo cedo no clube e na base da Seleção.
Seleções de base
Camisa 10 e destaque do Brasil Sub-20.
Seleção principal
Integrada à principal após a campanha mundialista da base.
Títulos e torneios
Conquistas de base pelo Flamengo e pela Seleção.
Para guardarÉ uma ponte direta entre a Sub-20 e o projeto de 2027.
SL Benfica
05
Clarinha
Benfica (POR)
Chegou ao Benfica aos 13 anos e assinou profissionalmente aos 16.
Seleções de base
Campeã Sul-Americana Sub-20 e presença no Mundial da categoria.
Seleção principal
Integrada à principal dentro do planejamento de renovação.
Títulos e torneios
Liga e Taça da Liga em Portugal; Sul-Americano Sub-20.
Para guardarUne formação brasileira, experiência portuguesa e juventude.
05
Atacantes
10 convocadas
Acervo editorial
01
Kerolin
Barcelona (ESP)
Passou por Corinthians, Madrid CFF, North Carolina Courage e Manchester City antes do Barcelona.
Seleções de base
Defendeu o Brasil desde as categorias jovens.
Seleção principal
Copa de 2023 e prata olímpica em Paris 2024.
Títulos e torneios
Copa América e NWSL Challenge Cup, além da prata olímpica.
Para guardarPrimeira sul-americana eleita MVP da NWSL, em 2023.
Club América / divulgação
02
Priscila
América (MEX)
Revelada pelo Internacional, transferiu-se jovem para o América do México.
Seleções de base
Destaque do Brasil Sub-20 e vice mundial em 2022.
Seleção principal
Medalhista de prata em Paris 2024.
Títulos e torneios
Campeonatos estaduais e prata olímpica.
Para guardarSua negociação foi um marco financeiro para uma atleta brasileira.
Atlético de Madrid / divulgação
03
Gio Garbelini
Atlético de Madrid (ESP)
Formada entre Madrid CFF e Barcelona, passou por Levante, Everton e Arsenal.
Seleções de base
Disputou competições de base antes de consolidar a escolha pelo Brasil.
Seleção principal
Campeã das Copas América de 2022 e 2025.
Títulos e torneios
Copas América de 2022 e 2025.
Para guardarVelocidade e capacidade de jogar pelos dois lados.
Acervo editorial
04
Bia Zaneratto
Palmeiras
Referência de sua geração, construiu carreira no Brasil, Coreia do Sul e China.
Seleções de base
Chegou muito jovem à Seleção principal.
Seleção principal
Quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.
Títulos e torneios
Copas América de 2018 e 2022; Libertadores e Paulista.
Para guardarSua experiência conecta o grupo atual às gerações anteriores.
Palmeiras / arquivo
05
Tainá Maranhão
Palmeiras
Atacante de velocidade, cresceu no futebol catarinense e ganhou projeção no Palmeiras.
Seleções de base
Passou pelas categorias jovens.
Seleção principal
Estreou na principal em 2025 e permaneceu no radar.
Títulos e torneios
Copa do Brasil Feminina de 2025.
Para guardarDrible, alegria e coragem para enfrentar a marcação.
Club América / arquivo
06
Geyse
América (MEX)
Atuou por Benfica, Madrid CFF, Barcelona, Manchester United e Gotham.
Seleções de base
Chegou à principal após se destacar nas seleções jovens.
Seleção principal
Copa do Mundo e Olimpíadas pelo Brasil.
Títulos e torneios
Champions e Liga F pelo Barcelona; FA Cup pelo Manchester United.
Para guardarFoi artilheira do Espanhol antes de conquistar a Europa.
Corinthians / arquivo
07
Jhonson
Corinthians
Formada no Toledo e desenvolvida pelo Corinthians, tornou-se decisiva ainda jovem.
Seleções de base
Campeã e artilheira em competições Sul-Americanas de base.
Seleção principal
Uma das apostas ofensivas do ciclo de 2027.
Títulos e torneios
Libertadores e campeonatos nacionais pelo Corinthians.
Para guardarBateu o pênalti do título da Libertadores de 2025.
Angel City / arquivo
08
Maiara
Angel City (EUA)
Maiara Niehues foi formada no Internacional e levou seu jogo ao Angel City.
Seleções de base
Campeã Sul-Americana e participante de Mundial Sub-20.
Seleção principal
Chegou à principal no processo de renovação.
Títulos e torneios
Sul-Americano Sub-20 e títulos estaduais.
Para guardarAdaptou-se rapidamente à NWSL.
Cruzeiro / divulgação
09
Marília
Cruzeiro
Chegou ao Cruzeiro em 2021 e ultrapassou cem partidas pelo clube.
Seleções de base
Observada nas seleções jovens.
Seleção principal
Convocada após temporadas de regularidade no futebol nacional.
Títulos e torneios
Campeonatos Mineiros e campanha finalista do Brasileiro.
Para guardarMarcou na final do Brasileirão de 2025.
Atlético de Madrid / divulgação
10
Luany
Atlético de Madrid (ESP)
Revelada pelo Fluminense, passou por Grêmio, Seattle Reign e Madrid CFF.
Seleções de base
Campeã Sul-Americana Sub-20 e presença em Mundial.
Seleção principal
Campeã da Copa América de 2025.
Títulos e torneios
Sul-Americano Sub-20 e Copa América 2025.
Para guardarVelocidade, drible e criação marcaram sua afirmação na Espanha.
Das pioneiras à geração 2027
Antes delas, outras mulheres abriram o campo, enfrentaram a invisibilidade e vestiram a camisa do Brasil quando o futebol feminino ainda lutava por reconhecimento. Cada nova convocação é também continuidade dessa história. O presente tem raízes. O futuro tem legado.
Brasil • 24 de junho a 25 de julho de 2027
A Copa será nossa.
O Brasil não receberá apenas o maior torneio do futebol feminino. Receberá a oportunidade de transformar memória, torcida e talento em uma primeira estrela — e de fazer essa conquista pertencer a todas as meninas e mulheres que sustentaram o jogo.
A marca oficial de 2027 une as letras W e M — women, world, mulher e mundo — em uma forma inspirada no losango da bandeira brasileira.Imagem e lançamento • UOL/FIFA ↗A taça que o Brasil buscará levantar pela primeira vez, diante da própria torcida.Foto da taça • NZ Herald ↗
Uma seleção.Um país inteiro.A Copa será nossa.
A torcida será mais uma jogadora em campo. Queremos estádios acolhedores, onde mulheres e crianças se sintam seguras para levar toda a família, celebrar juntas e fazer de cada partida uma grande festa. O Brasil inteiro vai jogar: será épico.
O Brasil vive a organização da primeira Copa do Mundo Feminina da FIFA na América do Sul. Voluntariado, calendário, legislação e novos recordes econômicos mostram que 2027 já começou — e as pioneiras precisam estar no centro dessa construção.
6 mil+voluntários devem atuar na competição100 mil+pessoas já manifestaram interesse no voluntariado1.406transferências internacionais no futebol feminino em 2026US$ 28,6Mmovimentados em taxas na janela internacional feminina
01Calendário confirmado
Um mês para entrar na história
A competição será disputada de 24 de junho a 25 de julho de 2027, com 32 seleções. Será a décima edição do Mundial feminino e a primeira realizada na América do Sul.
Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo receberão jogos. As cidades já ganharam identidade visual própria criada por artistas brasileiras.
A FIFA abriu as candidaturas em mais de 30 funções, de mídia e tecnologia a transporte, competições e cerimônias. É preciso ter 18 anos, falar português ou inglês e ter disponibilidade para sete a dez turnos em junho e julho de 2027.
O Ministério do Esporte trabalha na primeira versão do Plano de Legado Social e Esportivo. Entre as ações discutidas estão base escolar, saúde da mulher, memória, sustentabilidade e a participação de atletas pioneiras em campanhas públicas.
A janela de 2026 registrou 1.406 transferências internacionais, 19,2% acima do recorde anterior. As taxas chegaram a US$ 28,6 milhões — mais que o dobro do mesmo período de 2025.
O Brasil abre a Copa no Maracanã em 24 de junho de 2027, e a final será no mesmo estádio em 25 de julho. O sorteio final dos grupos ocorrerá em 11 de dezembro de 2026, no Museu de Arte Moderna do Rio.
A lei foi sancionada — e reconhece as pioneiras de 1988 e 1991
A norma que organiza as medidas para a Copa de 2027 já está em vigor. Além de estabelecer igualdade, proteção e legado como princípios do Mundial, autoriza, conforme disponibilidade orçamentária e financeira, prêmio único de R$ 500 mil a cada jogadora titular ou reserva contemplada pelo artigo 40, relativo ao torneio de 1988 e à Copa de 1991.
A Jornada WIFS pretende realizar encontros em cidades que receberão partidas do Mundial. Belo Horizonte já foi anunciada como uma das paradas, conectando preparação turística, Fan Fest e debate sobre o desenvolvimento do futebol feminino.
O papel das PioneirasO futuro só será completo se reconhecer quem construiu o caminho.
Mais que estádios cheios, 2027 precisa gerar base, formação, trabalho, memória e oportunidades permanentes para meninas, atletas e ex-atletas em todo o Brasil.
Fora das quatro linhas
Quem decide os rumos do jogo
O futuro da modalidade também é construído por quem organiza competições, define orçamento, forma equipes, cria políticas públicas e ocupa a área técnica. Este mapa reúne lideranças em atividade, com cargos verificados em agosto de 2026.
Como a estrutura funciona
No Brasil não existem “federações municipais” oficiais: a CBF atua no âmbito nacional; as federações estaduais organizam o futebol em cada estado; e, nos municípios, a modalidade avança por ligas locais, secretarias de esporte, projetos públicos e clubes.
01
Governança nacional e Copa 2027
Instituições que definem calendário, competições e legado
Vice-presidente da CBF • Presidente da FPF-PB
Michelle Ramalho
Primeira mulher eleita vice-presidente da CBF e única mulher entre as presidências das 27 federações estaduais. Integra a Comissão de Competições Femininas de Clubes da FIFA no ciclo 2025–2029.
Fonte: CBF ↗Diretora executiva de Legado e Relações Institucionais • Copa do Mundo 2027
Aline Pellegrino
Ex-capitã da Seleção, conecta a organização da Copa de 2027 ao desenvolvimento permanente da modalidade. Também segue na gestão das competições femininas da CBF, aproximando torneio, clubes e políticas de legado.
Fonte: CBF ↗Coordenadora técnica • Seleções femininas da CBF
Cris Gambaré
Depois de liderar o projeto multicampeão do Corinthians, passou a integrar as seleções femininas. Atua na conexão entre base e equipe principal, no suporte às comissões e na construção de processos duradouros para o ciclo de 2027.
Fonte: CBF ↗Secretária extraordinária • Governo Federal
Juliana Picoli Agatte
Coordena a articulação federal para a Copa de 2027, reunindo áreas como segurança, vistos, transporte, direitos das mulheres e o legado nacional do torneio.
Quem é ela? Administradora, publicitária e executiva baiana com cerca de 30 anos de experiência em marcas, inovação e crescimento. Foi CEO, vice-presidente, conselheira, empreendedora e diretora de crescimento e marketing da Rio Bravo Investimentos antes de integrar o Comitê Organizador da Copa do Mundo Feminina.
Na Copa de 2027, Gal lidera as estratégias comerciais e de relacionamento com o público: parcerias, promoção, branding, mídia, licenciamento, varejo, hospitalidade, bilheteria e inteligência de negócios. Seu trabalho conecta a experiência das torcedoras e torcedores à geração de receitas e ao legado econômico permanente do futebol feminino.
Comanda o departamento feminino da Federação Paulista, articulando competições, desenvolvimento, comunicação e negócios. Seu trabalho também alcança a formação e novos equipamentos dedicados à modalidade.
Pioneira do Sport e gestora da modalidade no clube, integra o grupo de trabalho da CBF dedicado à formação e ao aperfeiçoamento das categorias de base.
A prefeitura mantém aulas gratuitas em Vilas Olímpicas, competições e ações de base. É um exemplo de como o poder municipal pode ampliar acesso, formação e uso dos equipamentos públicos.
A Estratégia Nacional para o Futebol Feminino orienta ações de democratização, formação, permanência de meninas e mulheres e fortalecimento da modalidade em todas as regiões.
Mulheres que transformam bastidores em permanência
O jogo também é construído antes de a bola rolar.
Planejamento, orçamento, formação, calendário, viagens, saúde, contratos, comunicação e acesso aos territórios sustentam cada equipe em campo. Estas profissionais representam diferentes frentes de uma rede muito maior de mulheres que profissionaliza o presente e prepara o futuro do futebol feminino brasileiro.
Diretora de futebol feminino • Corinthians
Íris Sesso
Está à frente de um dos projetos mais vencedores do continente, com foco em estrutura profissional, sustentabilidade esportiva e expansão do centro de treinamento feminino.
Com experiência anterior no Cruzeiro, assumiu o departamento gremista em 2026. Trabalha na organização dos processos, no planejamento do elenco e na consolidação de uma estrutura capaz de sustentar resultados.
Fonte: ge ↗Diretora executiva • Futebol feminino da Ferroviária
Nuty (Nuéli) Silveira
Ex-atleta e gestora de um dos projetos mais tradicionais do país, atua na ligação entre formação, alto rendimento e continuidade institucional. Sua experiência também foi incorporada à gestão da Seleção Brasileira Sub-20.
Fonte: CBF ↗Gerente de futebol feminino • Cruzeiro
Luiza Parreiras
Integra a gestão das Cabulosas no ciclo de 2026, conectando planejamento esportivo, rotina do departamento e fortalecimento institucional de um projeto que conquistou protagonismo nacional.
Fonte: ge ↗Coordenadora • Futebol feminino do Juventude
Renata Armiliato
Conduz o departamento feminino do Juventude e o planejamento esportivo de 2026, com atenção à sustentabilidade e ao desenvolvimento regional.
Chegou para estruturar o novo departamento feminino do Mirassol, reunindo equipe principal, categorias de base e processos profissionais desde a implantação do projeto.
Fonte: ge ↗Gerente de futebol feminino • Fluminense
Amanda Storck
Participa da construção do departamento desde 2019. Atua na profissionalização das atletas, na organização da rotina esportiva e na criação de condições para que base e equipe principal avancem juntas.
Integra o trabalho de estruturação e desenvolvimento do futebol feminino tricolor. Sua presença evidencia a importância das profissionais que articulam o cotidiano do departamento, da formação ao alto rendimento.
Gerente de futebol feminino • Bahia
Carol Melo
Responsável pelo departamento das Mulheres de Aço desde 2023, participou do ciclo de acesso à Série A1 e fortalecimento da equipe. Também já integrou a comissão da Seleção Brasileira.
Atua no fortalecimento da modalidade dentro do clube e na organização do departamento. Seu trabalho representa a importância da gestão regional para ampliar estrutura, calendário e oportunidades no futebol feminino nordestino.
Diretora de Articulação e Parcerias Estratégicas • CUFA
Geovana Borges
Constrói pontes entre comunidades, poder público e patrocinadores. Na Taça das Favelas, ajuda a transformar competição em acesso, visibilidade e oportunidade para meninas e jovens de territórios periféricos.
Leila, no Palmeiras, e Mariana, no Coritiba, representam a ainda rara presença de mulheres na presidência de clubes tradicionais do futebol brasileiro.
Treinadoras no futebol feminino brasileiro em 2026
Treinadora • Palmeiras
Rosana Augusto
Ex-jogadora de quatro Copas e quatro Olimpíadas, leva ao banco experiência internacional e uma trajetória construída na Seleção, em clubes e nas categorias de base.
Levou as Vingadoras de volta à Série A1 e teve o contrato renovado até o fim de 2026, consolidando um trabalho de acesso, reconstrução e competitividade.
Ex-atleta e treinadora com Licença A da CBF, chegou ao São Paulo em 2023 como auxiliar das categorias Sub-17 e Sub-20. Após títulos do Paulista e da Ladies Cup, assumiu o comando da equipe Sub-20 e conduz a formação tricolor em 2026.
Conteúdo editorial próprio, com cargos e trajetórias conferidos em fontes institucionais e jornalísticas até agosto de 2026. Nos casos em que não há página oficial individual disponível, o texto identifica a área de atuação sem ampliar atribuições não confirmadas. Como diretorias e comissões podem mudar durante a temporada, esta seção será atualizada continuamente. O recorte não pretende esgotar todas as profissionais, ligas, clubes e projetos do país.
Acervo Indomáveis • Summit Mulheres nas Profissões 2026
4 e 5 de agosto de 2026 • Expo Center Norte
Arena Laranja: o futebol como profissão, mercado e legado
O Summit Mulheres nas Profissões — Elas Fazem Acontecer, realizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, reuniu lideranças em oito arenas temáticas. Na Arena Laranja — dedicada a saúde, bem-estar e esporte — o painel sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027 colocou no centro do debate as oportunidades que o torneio abre para atletas, gestoras, técnicas, comunicadoras e novas gerações.
8 arenas96 painéis300+ painelistas
Painel • Copa do Mundo Feminina FIFA 2027
Quem levou experiência e decisão para a conversa
01
Gal Barradas
Executiva de receitas, marketing e inteligência de negócios do Comitê Organizador de 2027. Defendeu que as mulheres ocupem as oportunidades econômicas abertas pelo Mundial.
02
Kin Saito
Diretora executiva de futebol feminino da Federação Paulista. Relacionou a antiga proibição da modalidade à ausência de referências e à urgência de fortalecer a base.
03
Juliana Picoli Agatte
Secretária extraordinária da Copa de 2027 no Ministério do Esporte. Apresentou o torneio como encontro entre turismo, resistência e construção de legado nacional.
04
Cris Gambaré
Coordenadora das Seleções Femininas da CBF. Destacou a responsabilidade de transformar a Copa em estrutura permanente para categorias de base, clubes e federações.
05
Formiga
Pioneira e recordista da Seleção. Pediu formação para ex-atletas e participação das pioneiras em todos os estados, criando pontes entre as gerações.
Mediação
Anne Lottermann
A jornalista conduziu uma conversa que reuniu gestão pública, governança esportiva, estratégia comercial e a experiência de quem abriu o caminho dentro de campo.
Acervo Indomáveis
Encontros na Arena Laranja
Registros compartilhados pelo projeto durante o Summit Mulheres nas Profissões de 2026.
Da esquerda para a direita: Nildinha, Juliana Picoli Agatte, Érika de Jesus, Milene Domingues, Gal Barradas e Cris Gambaré.Anne Lottermann e Andréa Bombom Maggiora.Milene Domingues e Andréa Bombom Maggiora.Suleima Sena e Nildinha.Nildinha e Formiga: duas referências do futebol feminino brasileiro.
O mercado já mudou
Quem entra agora não chega cedo. Chega a tempo.
O futebol feminino deixou de ser uma promessa periférica. Audiência, receitas, patrocínios e experiências ao vivo avançam em escala global — e o Brasil será o centro dessa conversa em 2027.
A estimativa considera os efeitos diretos, indiretos e induzidos da preparação e da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027. Não é apenas receita da FIFA: é atividade econômica distribuída entre turismo, serviços, logística, transmissão, segurança, saúde e toda a cadeia do evento.
R$ 4,7 biimpacto associado ao público e ao fluxo de turistas nacionais e internacionaisR$ 4,1 biimpacto gerado pela organização e pelas estruturas operacionais do Mundial
73,7 milpostos de trabalho diretos e indiretosR$ 4,5 biem salários, lucros e outros rendimentosR$ 928 miem arrecadação tributária estimadaR$ 3,8 bide incremento projetado no PIB brasileiro
2 bide audiência global na Copa de 2023Fonte: FIFA ↗1,98 mide torcedores nos estádios em 2023Fonte: FIFA ↗US$ 3 biem receita global projetada para o esporte feminino de elite em 2026Fonte: Deloitte ↗72%da receita dos 15 maiores clubes femininos vem do comercialFonte: Deloitte ↗
Para marcas e instituições
Patrocinar memória é construir legitimidade.
O ecossistema Indomáveis conecta conteúdo, livro, eventos, ações sociais, experiências e o Jogo das Lendas. Uma plataforma para marcas que querem participar do crescimento com verdade, propósito e presença antes de 2027.
A 10ª edição da Copa do Mundo Feminina será a primeira na América do Sul: 32 seleções, 64 partidas e oito cidades-sede. Um marco esportivo — e uma janela histórica de transformação.
43 partidas no ciclo ampliado • 37 em Copas oficiais
De 1988 a 2023: uma Seleção em construção
A cronologia interativa separa o torneio experimental de 1988 das nove Copas oficiais. Escolha uma edição para consultar campanha, placares e significado histórico.
Copa oficial2023
Austrália/Nova Zelândia
18º lugar3 jogos • 5 gols
A campanha terminou na fase de grupos e marcou a despedida mundialista de Marta. A eliminação reforçou o desafio da renovação para 2027.
01Brasil 4–0 Panamá
02Brasil 1–2 França
03Brasil 0–0 Jamaica
17gols de Marta em 23 jogos oficiais11gols de Cristiane em 21 jogos oficiais7gols de Sissi e artilharia conjunta em 19992027a décima Copa será disputada no Brasil
Pesquisa, memória e documentação
Livros que devolvem a história às protagonistas
O portal reúne pesquisas construídas ao longo de anos. São obras que organizam números, jogos, personagens e testemunhos para impedir que a memória do futebol feminino brasileiro volte a ser apagada.
ALMANAQUEDAS GUERREIRASDA SELEÇÃO FEMININA
Obra de referência • Antonio Carlos Napoleão
Almanaque das Guerreiras da Seleção Feminina
A obra reconstrói a trajetória da Seleção Brasileira desde a primeira convocação oficial, em 1988. Reúne partidas, escalações, gols, resultados, estatísticas e depoimentos de atletas. Mais que um livro de números, é um documento sobre coragem, resistência e a contribuição de gerações de mulheres para o futebol brasileiro.
História da proibição e da regulamentação
Torneio experimental de 1988 e Copas do Mundo
Estatísticas e trajetórias das jogadoras
Depoimentos das protagonistas
02
Pesquisa documental
Cronologia Histórica dos Mundiais
Um levantamento detalhado das participações da Seleção Brasileira, incluindo o torneio experimental de 1988 e as Copas oficiais de 1991 a 2023. O documento registra datas, estádios, públicos, escalações, gols e campanhas, acompanhando a evolução esportiva do Brasil até 2027.
Da China de 1988 ao Brasil de 2027.03
Projeto editorial e cultural
Livro em construção
Indomáveis — Pioneiras do Futebol Feminino
Este livro está em construção. O projeto reúne pesquisa documental, relatos, imagens e trajetórias das mulheres que formaram a Seleção Brasileira e sustentaram a modalidade em diferentes regiões do país. A obra amplia o registro histórico para discutir mercado, profissionalização, invisibilidade, governança, impacto social e o legado que o Brasil deve construir antes, durante e depois da Copa de 2027.
Idealização de Andréa Bombom Maggiora. Uma memória coletiva, aberta a novas vozes, documentos e protagonistas.04
Memória, gênero e história oral • Silvana Vilodre Goellner e Juliana Ribeiro Cabral
As pioneiras do futebol pedem passagem
Publicado em 2022 pela Editora Ludopédio, o livro As pioneiras do futebol pedem passagem: conhecer para reconhecer recupera histórias de mulheres que enfrentaram proibições, preconceitos e apagamentos para construir o futebol brasileiro. A obra transforma depoimentos e pesquisa histórica em reconhecimento público, aproximando a memória acadêmica das experiências vividas pelas protagonistas.
Silvana Goellner é pesquisadora da história das mulheres no esporte, professora titular aposentada da UFRGS e ex-coordenadora do Centro de Memória do Esporte. Também assina, com Juliana Cabral, Futebol e mulheres: 7 histórias pioneiras, obra escrita com e sobre mulheres para dar visibilidade a trajetórias fundamentais da modalidade.
Conhecer para reconhecer: a memória também é uma forma de justiça.
“Preservar os nomes, os jogos e as vozes dessas mulheres é devolver ao futebol brasileiro uma parte essencial da própria história.”
Documentário • análise e atualização
Joga Igual Mulher: visibilidade, mercado e o futuro do futebol feminino
Realizado por Diego Urias e Daniel Paiva e catalogado em 2017, o filme escuta mulheres de diferentes áreas do futebol para investigar por que talento e paixão não foram acompanhados pela mesma estrutura oferecida aos homens. Anos depois, sua pergunta central continua atual: como transformar resistência em permanência?
Brasil • documentárioDireção: Diego Urias e Daniel PaivaO vídeo é exibido pelo player oficial do YouTube.
Leitura editorial das Pioneiras
A audiência não nasce pronta. Ela é construída.
Calendário previsível, transmissão constante, informação acessível e boas narrativas permitem que o interesse dos grandes torneios se transforme em hábito. O público conhece as atletas, cria vínculos com equipes e passa das plataformas digitais para os estádios.
O futebol feminino não precisa provar que tem valor. Precisa de espaço, investimento, profissionalismo e continuidade.
01
Visibilidade contínua
Jogos isolados não formam torcida. Transmissões regulares, calendário divulgado e cobertura durante toda a temporada criam hábito e identificação.
02
Mídia e lugares de fala
Narradoras, repórteres, comentaristas e analistas ampliam perspectivas e ajudam a romper a ideia de que conhecimento futebolístico pertence somente aos homens.
03
Gestão profissional
Contratos, equipes técnicas, atendimento médico, planejamento comercial e segurança institucional transformam ações ocasionais em projetos duradouros.
04
Base como futuro
Mais competições para meninas significam mais oportunidades, formação técnica melhor e um fluxo sustentável de talentos para clubes e seleções.
05
Mercado com identidade
Patrocínio, direitos de transmissão, bilheteria, turismo, produtos e conteúdo crescem quando a modalidade é tratada como plataforma estratégica própria.
O que mudou desde o filme
O potencial virou número — mas o legado ainda depende de continuidade.
2 bi
de engajamento total de mídia na Copa de 2023, segundo o relatório de audiência da FIFA.
R$ 685 mi
em investimentos anunciados pela CBF para o novo ciclo do futebol feminino a partir de 2026.
R$ 8,8 bi
de impacto econômico estimado para a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.
Das pioneiras a 2027
A Copa deve ser ponte, não ponto final.
Foram as pioneiras que mantiveram a modalidade viva antes dos contratos, das transmissões regulares e do interesse das marcas. A Copa de 2027 oferece ao Brasil a chance de converter visibilidade temporária em estrutura permanente: memória preservada, base fortalecida, gestão profissional, mulheres nos espaços de decisão e cobertura durante o ano inteiro.
Quem investir agora participa de uma transformação histórica, social e econômica — e ajuda a garantir que o entusiasmo de 2027 continue depois do apito final.
Daniela Alves: quando a carreira muda, o legado continua
A reportagem exibida pelo R7 Esportes em 2016 mostra uma realidade pouco discutida no esporte: o que acontece com uma atleta de alto rendimento quando uma lesão encerra sua carreira antes do planejado? No caso de Daniela Alves Lima, a resposta passou pelo açougue da família — e, depois, pelo retorno ao campo como treinadora.
Reportagem • R7 Esportes • 2016
Entre a aposentadoria forçada e um novo começo
Daniela conta que aprendeu outra profissão depois de deixar os gramados. O vídeo também registra sua aproximação com uma escolinha, antecipando o caminho que consolidaria como treinadora de categorias de base.
Nascida em São Paulo em 12 de janeiro de 1984, Daniela foi convocada para a Seleção ainda adolescente. Reconhecida pelos desarmes, pela intensidade e pelos chutes de longa distância, disputou duas Copas do Mundo e três edições dos Jogos Olímpicos.
3Jogos Olímpicos 2000, 2004 e 20082medalhas olímpicas de prata Atenas e Pequim2007vice-campeã mundial e ouro no Pan do Rio
01
Do futebol brasileiro ao exterior
Daniela passou por Portuguesa e Saad e atuou em equipes dos Estados Unidos e da Suécia, entre elas San Diego Spirit, Linköpings e Saint Louis Athletica. Em 2007, foi campeã e artilheira da primeira Copa do Brasil Feminina pelo Saad.
02
A lesão e a ruptura
Em 2009, quando defendia o Saint Louis Athletica, sofreu uma grave lesão no joelho durante uma partida contra o Washington Freedom. A contusão interrompeu precocemente uma carreira que ainda estava em alto nível.
03
Trabalho, família e reinvenção
Sem uma transição profissional estruturada, trabalhou durante anos no comércio da família. A passagem pelo açougue não diminui sua trajetória: revela a falta de proteção que tantas atletas enfrentaram ao deixar o futebol.
04
De volta para formar meninas
Daniela transformou experiência em formação. Como técnica, trabalhou na base do Corinthians, foi auxiliar da Seleção Brasileira Sub-20 e comandou o Uberlândia. Em 2021, conquistou de forma invicta o Brasileiro Feminino Sub-16 com o Corinthians.
O que essa história ensinaReconhecer uma pioneira também significa garantir que ela possa permanecer no futebol depois de parar de jogar.
A trajetória de Daniela expõe a urgência de programas de transição de carreira, qualificação profissional e abertura de espaços para ex-atletas em comissões técnicas, gestão, comunicação e formação. O conhecimento acumulado dentro de campo não pode ser desperdiçado.
Livros, documentos, reportagens, imagens e vídeos ajudam a reconstruir uma história que nunca deveria ter sido invisível.
Vídeo • Jogos Mundiais Militares • 16 de julho de 2011
O golaço da Melissa: Brasil 3 × 0 França
Na estreia da Seleção Brasileira Militar Feminina, Melissa marcou um golaço na vitória por 3 a 0 sobre a França, em São Januário, durante o Rio 2011.
“Esse gol foi tão especial porque a minha avó, hoje falecida, falou: ‘Me leva para conhecer o mar’. Ter a minha família ali, nas Olimpíadas Militares, foi excepcional. Eu sempre fui centroavante, mas depois passei a jogar no meio-campo por ser ambidestra. Como a Bárbara subia muito, eu ficava um pouco mais segurando o meio. Naquele lance, ela adiantou a bola, eu vi um buraco muito grande e resolvi acompanhar. A bola veio com o efeito contrário. Foi muito especial.”Melissa • relato enviado às Pioneiras do Futebol BR
Vídeo • Atlanta 1996 • 23 de julho
A primeira vitória olímpica: Brasil 2 × 0 Japão
Kátia e Pretinha marcaram os gols da vitória brasileira na fase de grupos. Um registro histórico da estreia do futebol feminino nos Jogos Olímpicos e da geração que apresentou ao mundo a força das pioneiras.
Vídeo • Atlanta 1996 • 25 de julho • Rede Bandeirantes
Quando as pioneiras colocaram o Brasil entre as melhores do mundo
O trecho final do empate por 1 a 1 com a Alemanha registra o momento em que a Seleção garantiu lugar entre as quatro melhores do primeiro torneio olímpico feminino e avançou para a disputa de medalha.
Brasileirão Feminino • Campeãs de 2026 • Atualizado em 4 out. 2026
Título e recorde no MorumBIS
São Paulo conquista seu primeiro Brasileirão Feminino
O empate por 1 a 1 com o Corinthians, em 3 de outubro, confirmou a conquista tricolor: 3 a 2 no agregado. A decisão encerrou a sequência de seis títulos consecutivos das Brabas.
São Paulo1 × 1CorinthiansVolta • agregado: São Paulo 3 × 2 Corinthians
A decisão
Uma defesa que ajudou a garantir a taça
Bia Menezes abriu o placar e Juliete empatou. No segundo tempo, Carlinha defendeu a cobrança de pênalti de Gabi Zanotti. O São Paulo sustentou o resultado necessário para confirmar o título.
Na ida, o Tricolor havia vencido por 2 a 1 na Neo Química Arena.
Campanha campeã
Liderança e continuidade
O São Paulo terminou o campeonato com 17 vitórias, quatro empates, duas derrotas, 40 gols marcados e 14 sofridos.
Líder da primeira fase com 41 pontos, eliminou Grêmio e Flamengo antes da final.
Público e mercado
49.405 pessoas: novo recorde do Brasileirão Feminino
A CBF confirmou 49.405 torcedores no MorumBIS, superando os 44.529 presentes na final de 2024. Aline Pellegrino relacionou a mobilização à consolidação da modalidade e à expectativa de estádios cheios na Copa de 2027.
Na premiação, o São Paulo recebeu R$ 2 milhões e o Corinthians, R$ 1 milhão. Carlinha foi eleita a melhor jogadora da partida e recebeu o carro zero-quilômetro da Hyundai.
O título e o estádio cheio oferecem uma oportunidade para reconhecer as mulheres que mantiveram o futebol feminino vivo e acompanhar o trabalho de quem hoje organiza a modalidade. A diretora Cléo Prado destacou o planejamento e a dedicação do grupo campeão.
Para as Pioneiras, o próximo passo é transformar essa visibilidade em continuidade: formação, estrutura, remuneração e participação de mulheres nas decisões. A proposta editorial “Pontes da Final” pode aproximar ex-atletas das duas equipes e jogadoras atuais, contando como cada geração construiu seu espaço.
Memória viva • Patrícia Menezes
Patrícia Menezes: a goleira que transformou resistência em legado
Primeira atleta goiana convocada para a Seleção Brasileira Feminina, Patrícia superou o racismo, enfrentou as limitações impostas às mulheres no esporte, conciliou maternidade e futebol e construiu um dos projetos de formação mais longevos da modalidade no Brasil.
Patrícia Menezes e Andréa “Bombom” Maggiora, idealizadora das Indomáveis Pioneiras do Futebol. Foto: acervo das Pioneiras.
Antes de se tornar goleira, educadora, treinadora, dirigente e referência do futebol feminino em Goiás, Patrícia Menezes era uma menina que buscava no esporte um lugar onde pudesse ser reconhecida por aquilo que era capaz de fazer.
Nascida em Goiânia, Patrícia cresceu em uma família numerosa e apaixonada por futebol. Sua mãe acompanhava os jogos pelo rádio, os irmãos também gostavam da modalidade e a bola fazia parte da rotina familiar.
Eram seis irmãos — quatro homens e duas mulheres. Em uma casa com doze pessoas, a vida exigia esforço dos pais para sustentar a família. Patrícia recorda que, além das dificuldades econômicas, sentia o peso do preconceito racial e social. Na escola, o esporte lhe oferecia uma maneira de participar, se expressar e conquistar confiança.
Jogava queimada, voleibol e handebol. Futebol, porém, ainda não era oferecido às meninas como as demais atividades. Patrícia começou a jogar em uma época em que a modalidade era proibida para mulheres no Brasil. A proibição não impedia que elas se reunissem, formassem equipes e organizassem partidas por conta própria.
O dia em que três defesas mudaram sua vida
O convite veio de uma amiga que havia se mudado para o Conjunto Anhanguera, em Goiânia. A equipe precisava de uma goleira para disputar uma partida. Ninguém queria assumir a posição. Patrícia se ofereceu.
Ela nunca havia jogado futebol no gol, mas levou para o campo a experiência de outros esportes. Fez várias defesas, ajudou a manter o empate sem gols e, na disputa de pênaltis, defendeu três cobranças. Seu time foi campeão.
As companheiras e torcedoras a ergueram nos ombros e deram com ela uma volta olímpica pelo campo.
“Eu fui ovacionada. Pensei: esse é o esporte que eu quero para mim.”
Naquele momento, Patrícia sentiu que as pessoas a reconheciam por sua habilidade, sem julgá-la pela cor de sua pele. Encontrou no futebol um lugar de pertencimento e decidiu que não deixaria a modalidade sair de sua vida.
Jogar quando ainda era preciso abrir o caminho
Patrícia passou a jogar nos fins de semana e a participar dos torneios organizados pelas próprias equipes e comunidades. Com a regulamentação do futebol feminino, no início dos anos 1980, surgiu a possibilidade de disputar competições federadas.
A conquista trouxe também um desafio: inscrições, documentação e outras exigências dificultavam a participação de times sem recursos ou estrutura administrativa. Patrícia viu equipes e jogadoras perderem espaço justamente quando o futebol feminino começava a ser oficialmente reconhecido.
Sua trajetória passou por equipes goianas e ganhou força no Atlético Goianiense. Foi nesse período que conheceu Luiz Cézar Ferreira da Rocha, seu marido e companheiro de trabalho no futebol. Juntos, ajudaram a organizar o departamento feminino do clube durante mais de uma década, participando de campeonatos e amistosos e assumindo tarefas que iam muito além do campo.
Seleção Brasileira, maternidade e uma estrutura que ainda não existia
Em 1991, Patrícia foi convocada para o período de preparação da Seleção Brasileira que disputaria a primeira Copa do Mundo Feminina, na China. Foi a primeira atleta de Goiás chamada para a Seleção Feminina.
Sua filha Ana Júlia tinha dez meses e ainda era amamentada. Patrícia pensou em não se apresentar, pois não sabia como poderia treinar longe da bebê. Incentivada por Luiz, decidiu viajar com a filha.
Nos treinamentos, recebeu ajuda como era possível. A supervisão providenciou um carrinho. Companheiras que estavam lesionadas cuidavam de Ana Júlia em alguns momentos; integrantes da comissão também a seguravam enquanto Patrícia treinava. Mas não havia uma estrutura planejada para acolher uma atleta com uma criança pequena.
Patrícia foi cortada durante a preparação e não integrou a equipe que viajou à China. Sua passagem pela Seleção foi breve, mas transformadora. O relato revela uma questão que ultrapassa a história individual de uma jogadora: quantas mulheres tiveram de adaptar sozinhas a própria vida para continuar no esporte?
Ela não trata a filha como obstáculo. Recorda a dificuldade daquele período, mas afirma que nunca deixou de participar do futebol por ser mãe. Criou três meninas enquanto seguia jogando, trabalhando e organizando equipes.
Aliança Futebol Clube: 36 anos de formação
Ao lado de Luiz, Patrícia passou a desenvolver o futebol feminino do Aliança Futebol Clube, projeto que mantém atividades desde 1990. O clube reúne equipe competitiva, categorias de base e uma escolinha gratuita para meninas a partir dos 6 anos.
A ideia nasceu de uma necessidade que Patrícia conhecia bem: muitas meninas só encontravam espaço para jogar em grupos de meninos. Ela queria que também pudessem aprender, treinar e crescer junto de outras meninas.
Em 36 anos, o Aliança atravessou dificuldades financeiras e períodos de pouco apoio. Conquistou títulos estaduais e participou de competições nacionais. Em 2026, seu trabalho de base levou Goiás pela primeira vez ao Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20.
“Tudo isso é só com força de vontade e amor.”
A frase de Patrícia revela também uma necessidade concreta: projetos de formação precisam de recursos para continuar sem depender apenas do esforço pessoal de quem os criou.
Uma família inteira dedicada ao futebol
Patrícia formou-se em Educação Física e ampliou sua atuação como professora, treinadora e gestora. Também concluiu as licenças C, B e A da CBF. Ao lado de Luiz, participou da gestão do futebol feminino do Goiás Esporte Clube.
As filhas do casal cresceram acompanhando esse trabalho. Ana Júlia, a bebê que esteve com Patrícia na preparação da Seleção de 1991, tornou-se profissional de Educação Física e passou a atuar na preparação física. Juliana e Fabiana também colaboram com a gestão e a organização do clube.
O Aliança é uma história de futebol e de família. Sua importância, porém, vai além da família Menezes: cada menina acolhida pela escolinha encontra uma possibilidade que não estava disponível para Patrícia quando ela começou.
Faça parte desta história
Ajude o Aliança a formar novas atletas
O Aliança Futebol Clube é uma oportunidade para empresas, instituições e pessoas que desejam apoiar a formação de meninas em Goiás. Patrocínios e parcerias podem fortalecer treinos, materiais esportivos, transporte, participação em competições e a continuidade da escolinha gratuita.
Para conhecer as necessidades atuais do projeto e propor apoio, fale diretamente com o clube por seu canal oficial. Não há campanha de arrecadação ou dados de pagamento anunciados nesta página.
Novo endereço informado pelo clube para outubro de 2026: Alameda Monet, esquina com a Rua Pablo Picasso, quadra 63, Setor Gentil Meirelles, Goiânia (GO). Confirme com o Aliança os horários de atendimento e a data de início das atividades no local antes de visitar.
Patrícia Menezes é uma pioneira dentro e fora do campo. Foi goleira quando jogar ainda era um ato de resistência; chegou à Seleção mesmo estando fora dos grandes centros; levou a filha pequena aos treinamentos quando não havia estrutura para mães atletas; e transformou sua experiência em um projeto que continua recebendo meninas décadas depois.
Sua história amplia o significado da palavra pioneira. Pioneiras são as atletas que defenderam o gol e fizeram os gols, mas também as mulheres que organizaram equipes, formaram crianças, administraram clubes e impediram que o futebol feminino desaparecesse quando faltavam investimento e reconhecimento.
O Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027. Um legado verdadeiro precisa alcançar projetos como o Aliança: iniciativas que já fazem o trabalho de base, conhecem as meninas de sua região e precisam de condições para continuar.
Patrícia entrou no gol porque faltava uma goleira. Defendeu três pênaltis e descobriu o lugar onde queria estar. Desde então, sua defesa mais longa tem sido pelo direito de outras meninas também ocuparem o campo.Pioneiras do Futebol BR
Agenda • Copa do Brasil Feminina
Copa do Brasil Feminina: oito clubes disputam as vagas nas semifinais
A tabela divulgada em 29 de setembro confirma os jogos de ida e volta das quartas de final entre 12 e 22 de outubro. O estádio da partida de volta entre São Paulo e Bahia ainda estava a definir na fonte consultada.
Quartas de final de 2026 • programação divulgada em 29/9
Confronto
Ida
Volta
Ferroviária × Bragantino
12/10, 18h Fonte Luminosa • Araraquara
20/10, 19h Cícero de Souza Marques • Bragança Paulista
Internacional × Atlético-MG
14/10, 21h Beira-Rio • Porto Alegre
20/10, 19h Arena MRV • Belo Horizonte
Flamengo × Fluminense
15/10, 19h Luso Brasileiro • Rio de Janeiro
22/10, 19h Luso Brasileiro • Rio de Janeiro
Bahia × São Paulo
16/10, 19h Batistão • Aracaju
21/10, 19h Estádio a definir
O olhar das Pioneiras
A competição oferece uma oportunidade de acompanhar resultados e conversar com gestoras sobre orçamento, formação e estrutura. A cobertura pode conectar as equipes atuais às mulheres que construíram esses clubes.
Desenvolvimento • legado de 2027
Mais que uma Copa: CBF e FIFA constroem estratégia permanente para o futebol feminino brasileiro.
Documento deverá estabelecer objetivos, indicadores e ações para desenvolver a modalidade no país e construir um legado que permaneça depois da Copa do Mundo Feminina de 2027.
O que está em construção
A Confederação Brasileira de Futebol iniciou, com o apoio da FIFA, a elaboração de uma estratégia nacional para o desenvolvimento do futebol feminino brasileiro.
O documento pretende estabelecer objetivos, indicadores e ações capazes de orientar o crescimento da modalidade no país. A proposta representa uma mudança importante: pensar o futebol feminino não apenas a partir de competições ou ações isoladas, mas como uma política estruturada, com planejamento, acompanhamento e metas de longo prazo.
O processo começou em julho de 2026, quando a CBF apresentou sua proposta na plataforma da FIFA. Desde então, representantes das duas entidades realizam reuniões periódicas para mapear o ecossistema da modalidade e identificar necessidades, obstáculos e oportunidades.
Federações estaduais, clubes, profissionais da imprensa especializada e outras instituições ligadas ao futebol feminino fazem parte desse levantamento.
Planejamento para além de 2027
A realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil, entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, oferece uma oportunidade histórica. Entretanto, o principal desafio é garantir que o desenvolvimento não termine quando a competição acabar.
A estratégia em construção deverá permitir que o Brasil transforme a visibilidade do Mundial em estruturas permanentes para:
ampliar a participação de meninas no futebol;
fortalecer as categorias de base;
qualificar treinadoras, árbitras, gestoras e demais profissionais;
desenvolver competições estaduais e nacionais;
melhorar o licenciamento e a organização dos clubes;
estabelecer indicadores para acompanhar os resultados;
aumentar a visibilidade e o valor comercial da modalidade.
A existência de uma estratégia nacional também é uma condição para que a CBF tenha acesso a determinados programas da FIFA, entre eles iniciativas voltadas ao desenvolvimento de ligas e ao licenciamento de clubes.
Uma semana de construção conjunta
A programação começou em 28 de setembro, no Rio de Janeiro, com dois dias de workshops conduzidos por dirigentes e especialistas da FIFA para profissionais das diferentes áreas da CBF.
Em 30 de setembro, a comitiva realizou a visita técnica ao Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes — CEFAN, onde treina a equipe feminina do Fluminense, e ao projeto Daminhas da Bola, em Duque de Caxias.
Segundo reportagem do ge publicada naquele dia, o Daminhas atende 80 meninas de 6 a 17 anos e tem fila de espera de 200 pessoas. A demanda revela a importância de ampliar o acesso à formação e transformar o planejamento de 2027 em oportunidades permanentes. Para as Pioneiras, ouvir projetos como o Daminhas e o Aliança, de Patrícia Menezes, pode aproximar a estratégia nacional das necessidades de quem forma novas atletas.
A agenda será encerrada nos dias 1º e 2 de outubro, com reuniões na sede da CBF destinadas à coleta de dados e à elaboração conjunta da estratégia.
Participam dos trabalhos representantes das áreas de desenvolvimento, competições, seleções femininas, marketing, comunicação, arbitragem, registro, transferência, licenciamento, futsal, beach soccer e CBF Academy, além de integrantes da FIFA, da FIFA 2027 e da CONMEBOL.
Pela FIFA, o trabalho é conduzido por Arijana Demirovic, chefe de Desenvolvimento do Futebol Feminino, acompanhada de Arbenita Morina, Tomás Corrêa e Romina Fernández.
Legado inédito no Brasil
A coordenadora das Seleções Femininas da CBF, Cris Gambaré, destacou o caráter inédito da iniciativa:
“Essa construção, para deixar um legado pós-Copa, é inédita no Brasil. Temos reunidas pessoas importantes para o futebol feminino aqui e no mundo.”
A gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, também relacionou o planejamento atual à realidade vivida por gerações anteriores. Ex-atleta da Seleção Brasileira, ela recordou que não teve a oportunidade de jogar em categorias de base porque essa estrutura ainda não existia durante sua formação.
Seu relato revela por que a estratégia precisa alcançar meninas de todas as regiões do país. O desenvolvimento começa quando a menina encontra um lugar seguro para jogar, uma competição adequada à sua idade e um caminho possível até o futebol profissional.
Posicionamento editorial
O olhar das Pioneiras
As Pioneiras do Futebol reconhecem a importância de CBF e FIFA construírem uma estratégia com objetivos, indicadores e responsabilidades definidos.
Durante décadas, o futebol feminino brasileiro dependeu da resistência de atletas, treinadoras, dirigentes e famílias que mantiveram equipes e competições mesmo sem planejamento, recursos ou continuidade.
Agora, é fundamental que as pioneiras também sejam ouvidas.
Elas conhecem os obstáculos históricos da modalidade e podem contribuir para que o futuro não repita os erros do passado. Sua experiência deve integrar a formulação das políticas de formação, preservação da memória, proteção de direitos e valorização profissional.
A Copa do Mundo de 2027 será um grande momento. Mas o verdadeiro sucesso será medido pelo que permanecer depois dela: mais meninas jogando, mais clubes estruturados, competições sustentáveis, profissionais valorizadas e mulheres participando das decisões.
Uma Copa dura algumas semanas. Um legado verdadeiro precisa atravessar gerações.
Seleção Brasileira Feminina • preparação para 2027
Quatro amistosos. Do Brasil ao Japão.
A Seleção encerra 2026 enfrentando duas escolas diferentes: a rivalidade sul-americana contra a Argentina, diante da torcida brasileira, e a velocidade do Japão, uma das forças mundiais da modalidade.
Convocação oficial28 atletas chamadas
Arthur Elias anunciou a lista em 22 de setembro. Yanne, Tamara Bolt, Clarinha e Carlinha são as estreantes. A relação completa, organizada por posição e clube, está no painel “Quem pode vestir o Brasil em 2027?”.
* Horários de Hiroshima e Okayama convertidos para o horário de Brasília. A programação de transmissão pode ser atualizada pelas entidades organizadoras.
Palcos de 2027Beira-Rio e Arena de Pernambuco testarão a experiência da torcida antes da Copa.
Os dois estádios receberão partidas do Mundial Feminino de 2027. Mais do que amistosos, os jogos de outubro ajudam a ativar público, operação, comunicação e ambiente de Seleção nas futuras cidades-sede.
Direitos • Política esportiva nacional
Uma lei para abrir mais caminhos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.522/2026, que torna o desenvolvimento do futebol feminino prioridade da política esportiva nacional. A medida reconhece que o crescimento da modalidade exige trabalho permanente, da base à elite.
Na cerimônia de 28 de setembro, Lula fez uma referência à ex-jogadora Formiga. Sua trajetória representa gerações que mantiveram o futebol feminino vivo e ampliaram o espaço das mulheres em campo.
Vigência / 29 de setembro
A lei já está em vigor
Sancionada em 28 de setembro e publicada no Diário Oficial da União em 29 de setembro de 2026, a Lei nº 15.522 entrou em vigor na data da publicação, com uma exceção expressa para a obrigação de manter equipe feminina.
Prazo / Clubes formadores
180 dias para a obrigação específica
A alteração do inciso IV do § 1º do art. 99 da Lei Geral do Esporte exige equipe feminina de futebol das entidades formadoras abrangidas. Essa obrigação entra em vigor 180 dias após a publicação, prazo prorrogável por igual período, conforme o art. 11. A prorrogação não deve ser presumida como automática.
01 / Formação
Mais portas de entrada
A lei orienta a formação de meninas e mulheres e o acesso equitativo a oportunidades e estruturas. Organizações formadoras do futebol feminino passam a ter os direitos e benefícios previstos para as do masculino.
02 / Proteção
Atletas respeitadas
O texto prevê proteção à gravidez e à maternidade, além de ações contra a discriminação e a violência. Também estabelece diretrizes de profissionalização e incentivo à redução das desigualdades salariais.
03 / Participação
Mulheres em todas as funções
A política incentiva a presença feminina na gestão, na direção técnica e na arbitragem. O planejamento de competições e a preparação de espaços adequados também entram na agenda.
04 / Legado
O que ficará após 2027?
A Copa do Mundo Feminina no Brasil deve impulsionar um plano de legado esportivo, social e financeiro. A aplicação das medidas dependerá de ações concretas, recursos e acompanhamento público.
O olhar das Pioneiras
Celebramos esse passo com a memória de Formiga e de todas as mulheres que abriram o campo. Agora, a prioridade escrita na lei precisa chegar às escolas, aos clubes, às atletas e às comunidades: com formação, condições de trabalho, proteção e continuidade depois da Copa.
A lei está sendo cumprida?
Nosso acompanhamento editorial observará a estrutura oferecida às meninas nas categorias de base, os protocolos de combate à violência e à discriminação, a manutenção de equipes femininas pelos clubes formadores abrangidos e a elaboração do plano de legado de 2027. A apuração poderá reunir documentos e respostas do Ministério do Esporte, da CBF, dos clubes e de projetos de formação, como o Aliança. Este quadro apresenta critérios de acompanhamento e não atribui descumprimento a qualquer entidade.
Direitos da atleta • informação para proteger trajetórias
Seus direitos também entram em campo.
Gravidez, puerpério ou adoção não devem apagar a trajetória esportiva de uma atleta. A Lei Geral do Esporte criou proteções específicas para beneficiárias do Bolsa-Atleta — com requisitos, prazos e limites que precisam ser conhecidos.
Informativo Pioneiras do Futebol BR • conteúdo jurídico e educativo.
Bolsa-Atleta e maternidade
O benefício não é perdido automaticamente
O artigo 53-A determina que o Ministério do Esporte respeite a maternidade e os direitos da atleta gestante ou puérpera. Quando a gravidez ou o puerpério impedirem a participação em competição nacional ou internacional no ano anterior, pode ser usado o resultado esportivo obtido no ano anterior à gestação ou ao puerpério.
A proteção também alcança a atleta adotante. O retorno antecipado à atividade é possível, desde que respeite a orientação de seu médico e treinador.
Se a atleta não puder competir por causa da gestação ou do puerpério, o resultado esportivo do período anterior poderá ser considerado para a concessão do benefício.
02
Parcelas podem continuar
A lei garante o recebimento regular das parcelas até que a atleta possa retomar a atividade, dentro do período e das condições legais.
03
Prestação de contas adaptada
Durante a gestação ou o puerpério, não é exigida a comprovação de plena atividade esportiva na prestação de contas.
04
Adoção também é protegida
As garantias previstas no artigo 53-A se aplicam à atleta adotante, conforme a própria Lei Geral do Esporte.
Prazo de proteçãoGestação + até 6 meses após o nascimento
O benefício adicional não pode ultrapassar 15 parcelas mensais consecutivas.
Condição orçamentáriaA lei condiciona a garantia à disponibilidade do Ministério
A concessão observa a disponibilidade orçamentária e financeira da pasta responsável.
Retorno ao esporteAs obrigações voltam com a retomada da atividade
Encerrado o período de proteção ou retomada a plena atividade, voltam a valer as obrigações regulares da atleta.
Checklist prático
Como se organizar
Comunique a situação.Acompanhe o edital e os canais oficiais do Ministério do Esporte para apresentar a informação no formato solicitado.
Guarde os documentos.Preserve laudos médicos, comprovantes de nascimento ou adoção, resultados esportivos anteriores e comunicações enviadas.
Acompanhe as parcelas.Registre datas, protocolos e eventuais interrupções para facilitar pedidos de esclarecimento ou revisão.
Peça orientação.Em caso de suspensão ou cancelamento, a regulamentação deve assegurar recurso com efeito suspensivo imediato.
Gestão, poder e futebol brasileiro
Elas também comandam o jogo
Da presidência à gestão esportiva, mulheres conquistam espaços de decisão em alguns dos principais clubes do país. O avanço é real — mas a presença feminina no topo ainda é exceção.
2presidentes na Série A em 2026
Um marco inédito
Mulheres no cargo máximo
Palmeiras
Leila Pereira
Primeira mulher a presidir o Palmeiras, foi reeleita para o triênio 2025–2027. Sob sua gestão, o clube manteve protagonismo esportivo, ampliou receitas e conquistou títulos no futebol masculino, feminino e de base. Em setembro de 2026, foi eleita novamente a melhor dirigente de futebol da América do Sul pela Confut.
Coritiba • associação
Marianna Líbano
Advogada e primeira presidente mulher da história do Coritiba, com mandato de 2025 a 2027. Lidera a associação, sócia minoritária da SAF, e participa das decisões institucionais e do diálogo com a empresa responsável pela operação do futebol.
Além do futebol feminino
Decisões que chegam ao campo
Duas profissionais mostram que a presença feminina começa a alcançar áreas diretamente ligadas ao desempenho e à gestão do futebol profissional masculino.
Bahia
Natália Bittencourt
Diretora de Performance
Integra a liderança do departamento responsável por conectar saúde, preparação, ciência e rendimento esportivo.
Botafogo
Mayara Bordin
Gerente de Gestão Esportiva
Atua na organização de processos do futebol depois de construir experiência no clube em funções de relacionamento e operação.
Estrutura, base e alto rendimento
As mulheres à frente do futebol feminino
Em clubes tradicionais e referências da modalidade, gestoras transformam projetos em departamentos, organizam calendários, montam elencos, formam atletas e disputam orçamento dentro das instituições.
Corinthians
Íris Sesso
Diretora de futebol feminino
No clube desde 2020, assumiu a gestão das Brabas em 2024 e conduz um dos projetos mais vencedores do país.
São Paulo
Cléo Prado
Diretora de futebol feminino
Lidera o departamento tricolor e, em 2026, celebrou a chegada de Adriana Tiga à coordenação da modalidade.
Santos
Thaís Picarte
Coordenadora de futebol feminino
Ex-goleira da Seleção, trabalha na gestão das Sereias da Vila e na defesa de maior profissionalização para a categoria.
Grêmio
Babi Fonseca
Executiva de futebol feminino
Chegou em 2026 após ajudar a estruturar o Cruzeiro e participar da campanha que levou as Cabulosas à Libertadores.
Cruzeiro
Luiza Parreiras
Gerente de futebol feminino
Advogada com especialização em direito desportivo e gestão esportiva, assumiu o projeto em uma temporada de Libertadores inédita.
Fluminense
Amanda Storck
Gerente de futebol feminino
Responsável pela criação e estruturação do departamento, conecta as equipes profissional e de base. Sua gestão passou pelo acesso à Série A1, pelo título da Copinha Feminina de 2024 e pela adoção de diretrizes da Fifa para fortalecer a modalidade.
Internacional
Renata Armiliato
Gerente de futebol feminino
Contratada em abril de 2026 depois de participar da estruturação do projeto do Juventude, assumiu as Gurias Coloradas com foco em planejamento, integração entre profissional e base e retomada do protagonismo do clube.
Flamengo
Flávia da Justa e Marcela Dantas
Comunicação • Eventos e ativações
Flávia lidera a diretoria de Comunicação e Marcela atua na gerência de Eventos e Ativações. No futebol feminino, entretanto, a gerência da modalidade é exercida por André Rocha — sinal de que a presença de mulheres na administração ainda não chegou ao comando direto desse departamento.
Vasco da Gama
Simone Lourenço
Coordenadora de futebol feminino
Professora universitária e formadora de atletas, assumiu as Meninas da Colina em 2025 para fortalecer a estrutura do projeto.
Ferroviária
Nuéli Silveira
Coordenadora de futebol feminino
Ex-atleta campeã da Libertadores, levou a experiência do campo para a supervisão e a gestão de uma referência nacional.
Mirassol
Rafaela Esteves
Gestora de futebol feminino
Com passagens por Ferroviária e Corinthians, lidera desde 2026 a criação do primeiro departamento feminino do clube.
Sport
Janira “Nira” Ricardo
Coordenadora de futebol feminino
Lenda rubro-negra, une memória e gestão e integra grupo de trabalho da CBF dedicado à formação de atletas da base.
O retrato ainda é desigual
Presença não significa poder distribuído
Levantamento publicado pelo ge em março de 2026 mostrou mulheres presentes no cotidiano de praticamente todos os clubes da Série A. Mas a maioria ainda se concentra em funções de apoio, enquanto cargos diretamente ligados à tomada de decisão, à comissão técnica e ao desempenho esportivo permanecem majoritariamente masculinos.
O crescimento do futebol feminino torna essa contradição ainda mais evidente: não basta colocar mulheres em campo. É preciso que elas também definam orçamento, calendário, contratação, infraestrutura, formação e estratégia. Cada dirigente que chega ao topo amplia a possibilidade de outras mulheres não apenas participarem do futebol, mas decidirem seus rumos.
Women’s International Football Summit • Rio de Janeiro
Quando a memória encontra o mercado e o futuro
O projeto Pioneiras do Futebol acompanhou a primeira edição do WIFS no Museu do Amanhã. O encontro mostrou que a Copa de 2027 precisa ser tratada como plataforma de desenvolvimento — com participação das mulheres que construíram a modalidade e das que hoje decidem seu futuro.
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Vozes que atravessam gerações
Formiga abriu a programação; Fanta participou do debate sobre representação; Iracema Ferreira e Leda Abreu conectaram história, gestão e investimento. A presença das pioneiras deu sentido humano às discussões sobre futuro.
02
2027 como oportunidade econômica
FIFA, Embratur e FGV discutiram novos públicos, impacto econômico e legado. O desafio é fazer com que turismo, patrocínio, comunicação e negócios também gerem oportunidades duradouras para mulheres.
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Representação nos espaços de decisão
A programação tratou de gestão, formação, comunicação, sustentabilidade financeira e presença feminina nas comissões técnicas, nos clubes, nas federações e nas instâncias que definem os rumos do jogo.
“Estar nesse encontro foi reconhecer a coragem de quem amassou barro para que o futebol feminino chegasse até aqui — e reforçar que as pioneiras precisam participar do futuro que ajudaram a tornar possível.” Andréa “Bombom” Maggiora • Pioneiras do Futebol
Longevidade • futebol feminino brasileiro
Experiência em campo: talento não tem prazo de validade
Gabi Zanotti, Cristiane, Bruna Benites, Monique Peçanha e Cacau Fernandes seguem vinculadas a clubes aos 40 anos ou mais. Suas trajetórias revelam resistência, profissionalismo e a importância de preservar a experiência dentro do futebol.
Cacau Fernandes • 40 anosAtacante do Fluminense, profissional desde 2006. Foto: reprodução/Fluminense FC.
Mais que idade, uma história de permanência
Em um esporte que muitas vezes associa alto rendimento à juventude, cinco brasileiras continuam mostrando que leitura de jogo, preparação, disciplina e liderança também decidem partidas. Elas atravessaram uma época de calendários instáveis, pouca estrutura e quase nenhuma proteção para a carreira das mulheres.
Agora, enquanto o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027, essas atletas permanecem como pontes entre diferentes gerações — mulheres que conheceram o improviso e hoje ajudam a construir um futebol mais profissional.
Elas não são apenas lembranças de outra fase da modalidade. São parte ativa do presente e referências para o futuro.
41 anos • Corinthians
Gabi Zanotti
Nascida em 28 de fevereiro de 1985, a meio-campista segue como referência técnica e liderança do Corinthians. Seu vínculo foi renovado até o fim de 2027 — prova de que desempenho e experiência podem caminhar juntos no mais alto nível.
41 anos • Flamengo
Cristiane Rozeira
Uma das maiores atacantes da história da Seleção Brasileira, Cristiane permanece no Flamengo levando ao clube uma trajetória de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e futebol internacional. Sua carreira conecta conquistas históricas ao presente da modalidade.
40 anos • Internacional
Bruna Benites
Zagueira, capitã e liderança das Gurias Coloradas, Bruna renovou com o Internacional para 2026. Sua caminhada reúne títulos, experiência internacional e uma longa história com a camisa da Seleção Brasileira.
40 anos • 3B da Amazônia
Monique Peçanha
Nascida em 12 de agosto de 1986, a volante continua em atividade pelo 3B da Amazônia. Passou por equipes como São José, Corinthians, Santos e São Paulo, acumulando conhecimento que hoje também orienta as companheiras mais jovens.
O que sustenta a longevidade
Estrutura ajuda. Disciplina permanece.
A ampliação do acompanhamento médico, da fisioterapia preventiva, da nutrição esportiva e do controle de carga permite carreiras mais longas. Mas a permanência dessas atletas também nasce do cuidado individual, da capacidade de adaptação e do comprometimento cotidiano.
Ao portal Lance!, Cacau explicou que passou a dar ainda mais atenção à musculação, à alimentação, à correção de desequilíbrios e à prevenção de lesões depois dos 30 anos. Ela também reconheceu a inspiração de outras veteranas que provaram ser possível continuar competindo.
Cacau além das quatro linhas
Da resenha no ônibus nasceu Jogadeira
Cacau Fernandes também é coautora de Jogadeira, ao lado da ex-jogadora Gabriela Kivitz. A ideia nasceu durante uma viagem de ônibus para uma partida: no clima de resenha entre as atletas, começou um pagode improvisado. Cacau tocava pandeiro, Gabi comandava o tantã e, entre versos e brincadeiras, as duas criaram o refrão que depois se transformaria na música.
Lançada em junho de 2019, às vésperas da Copa do Mundo Feminina, a canção celebra a jogadora que também é pagodeira e transformou a vivência das atletas em ritmo, identidade e valorização do futebol feminino.
Quando dividem o treino com atletas mais jovens, essas jogadoras transmitem conhecimentos que não cabem em uma súmula: leitura de jogo, preparação emocional, comportamento profissional e a força necessária para atravessar derrotas, lesões e desigualdades.
Reconhecer sua longevidade também amplia o significado de pioneirismo. Pioneiras não são somente as primeiras a entrar em campo. São também as mulheres que permanecem, abrem caminhos e transformam experiência em oportunidade para quem chega depois.
Aos 40 anos ou mais, elas seguem jogando, inspirando e provando que coragem, talento e legado não têm prazo de validade.
Registro compartilhado com o projeto • Elas Jogam Summit, Museu do Futebol, 23 de agosto de 2026.
Elas Jogam Summit • Painel 4
Do gramado para o legado: a vez e a voz das atletas
O painel reuniu a mediadora Gabi Fernandes e três trajetórias que atravessam diferentes lugares do futebol: Dilma Mendes, pioneira técnica; Milene Domingues, ex-jogadora, comunicadora e embaixadora; e Danielli Silva, ex-atleta, administradora e educadora. A mensagem central foi direta: o legado não pode ser construído apenas sobre as mulheres — precisa ser construído com elas, ouvindo quem viveu o campo e conhece as barreiras da modalidade.
As vozes do painelDanielli Silva, Milene Domingues, Gabi Fernandes e Dilma Mendes, da esquerda para a direita.Pioneirismo e memóriaDilma Mendes com Andrea “Bombom” Maggiora, criadora do projeto Pioneiras do Futebol.Trajetória que inspiraAndrea “Bombom” Maggiora com a pioneira Adriana Menezes, em um encontro de memória, reconhecimento e futuro.Encontro no SummitAndréa “Bombom” Maggiora com Tamires Dias, unidas pelo apoio e pelo fortalecimento do futebol feminino.
Vídeo oficial • mercado e investimento
Patrocínio também constrói o legado
Este registro do canal Indomáveis Pioneiras do Futebol BR amplia a cobertura do Summit com o debate sobre patrocínio no futebol feminino. O tema complementa a voz das atletas: visibilidade precisa se transformar em investimento contínuo, projetos duradouros e oportunidades que permaneçam depois da Copa de 2027.
Conteúdo integral publicado pelo canal Indomáveis Pioneiras do Futebol BR, preservado aqui como fonte direta para acompanhar e aprofundar os debates realizados no encontro.
Como mediadora, conectou esporte, expressão e identidade. A presença da música e da comunicação lembra que o futebol feminino também cresce quando suas histórias alcançam públicos para além das arquibancadas.
02
Dilma Mendes • experiência também é conhecimento
Sua trajetória como pioneira técnica representa as mulheres que precisaram conquistar autoridade em ambientes historicamente masculinos. Valorizar esse percurso significa reconhecer liderança, método e memória profissional.
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Milene Domingues • visibilidade deve virar permanência
Da carreira internacional à comunicação e à representação institucional, Milene simboliza a transição de quem deixa o campo sem abandonar o futebol. A imagem da atleta pode abrir portas, mas precisa caminhar com oportunidades reais.
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Danielli Silva • o pós-carreira precisa de caminhos
Sua atuação em gestão, educação e empreendedorismo mostra que ex-atletas podem ocupar espaços de decisão, formação e produção de conhecimento. O legado inclui preparar a vida profissional depois do último jogo.
O que o painel deixa para 2027
Atletas e ex-atletas devem participar das decisões sobre o futuro da modalidade.
Memória e reconhecimento precisam acompanhar investimento e profissionalização.
Transição de carreira, formação e presença feminina na gestão são parte do legado.
A Copa de 2027 só será transformadora se a visibilidade permanecer após o torneio.
Esta publicação é uma síntese editorial construída a partir dos temas oficiais, da programação divulgada, do registro audiovisual e das trajetórias públicas das participantes. Não se apresenta como transcrição literal do encontro. O Summit ocorreu em 23 de agosto de 2026; a referência a 24/08 no título do vídeo corresponde à identificação usada na publicação do canal.
Alerta FIFA • 20 de agosto de 2026
O sonho começa no Maracanã. E pode terminar com a taça no Maracanã.
Vai ser épico. A Copa será nossa!
Jogo 1
Rio de Janeiro
Estreia do Brasil e abertura da Copa no Maracanã.
Jogo 2
São Paulo
Segundo compromisso da Seleção na fase de grupos.
Jogo 3
Brasília
Encerramento da primeira fase no Mané Garrincha.
Grande final
Maracanã
O palco escolhido para a decisão do título mundial.
A FIFA apresentou o calendário da Copa do Mundo Feminina de 2027. Como anfitrião e cabeça do Grupo A, o Brasil já conhece as cidades e as datas de seus três primeiros jogos — os adversários serão definidos posteriormente no sorteio da fase de grupos.
Se avançar em primeiro lugar, o Brasil seguirá por Fortaleza nas oitavas, Belo Horizonte nas quartas e São Paulo na semifinal. Se avançar em segundo, jogará as oitavas em Belo Horizonte, as quartas em Fortaleza e a semifinal no Rio de Janeiro. Em qualquer caminho, a final será no Maracanã.
Vídeo fornecido ao projeto. Identificação visual presente no material: @Brasil.
Arbitragem • temporada 2026
Mais jogo, menos interrupção: o que muda também no Brasileirão Feminino A1
A CBF colocou em prática um conjunto de medidas para combater atrasos deliberados e aumentar o tempo de bola rolando. As orientações alcançam o Campeonato Brasileiro Feminino A1 e exigem adaptação de atletas, comissões técnicas e clubes.
01Goleira com a bolaTem até 8 segundos para repor; a demora pode resultar em escanteio.
02Lateral e tiro de metaApós o sinal da arbitragem, a reposição deve ocorrer em até 5 segundos.
03SubstituiçãoA jogadora substituída tem 10 segundos para deixar o campo; o atraso pode fazer a reserva aguardar 1 minuto.
04Atendimento médicoQuem recebe atendimento em campo deve permanecer fora por 1 minuto, ressalvadas as exceções previstas.
05Diálogo com a arbitragemA capitã é a interlocutora da equipe. Se a goleira for capitã, uma jogadora de linha pode ser indicada.
06Conduta e VARHá novas hipóteses disciplinares e de revisão, inclusive para segundo amarelo com expulsão; a revisão de escanteio equivocado está prevista para 2027.
Por que isso importa
As mudanças padronizam procedimentos e tornam a gestão do tempo parte da preparação competitiva. No futebol feminino, clareza e aplicação consistente são essenciais para proteger o espetáculo e valorizar quem está em campo.
O Brasil participou de todas as nove edições da Copa do Mundo Feminina disputadas entre 1991 e 2023. Cada campanha guarda o trabalho de atletas que jogaram com pouca estrutura, abriram caminhos internacionais e fizeram a camisa amarela chegar à disputa pelo título.